A dor de cabeça é uma condição comum no cotidiano de brasileiros e, por isso, em geral, é considerada inofensiva. As dores causadas por uma enxaqueca provocam desconforto e assustam. Contudo, dependendo do nível da dor e dos sintomas, é importante o alerta que pode ser indício de um aneurisma.
Os sintomas comuns são perceptíveis em mais de uma causa e, a dor de cabeça, decorrente da hemorragia, causa um alerta e gera confusão. Algumas pessoas lidam, quase que diariamente com as enxaquecas, dores intensas e latejantes na região das têmporas, podendo, inclusive, incapacitá-las para as tarefas básicas do dia a dia.
A condição é decorrente de uma dilatação anormal de uma artéria com um defeito em sua parede ou pelo enfraquecimento. Algumas pessoas já nascem com esse problema e outras, com o passar dos anos, mas, no momento em que esse alargamento acontece, a artéria pode romper, provocando uma hemorragia, ou permanecer desse modo por anos.
O aneurisma apresenta diferentes tipos com ocorrência em qualquer artéria no corpo, ou seja, no cérebro, coração, rim ou abdome, sendo que esse último órgão representa a ocorrência mais comum e, o primeiro, a mais perigosa
Alguns aneurismas são muito pequenos e assintomáticos, porém, à medida que crescem, podem começar a provocar sintomas, variando conforme a gravidade, diretamente relacionada ao nível de sangramento e pode, inclusive, culminar com morte.
Os principais sinais envolvem enjoos, vômitos, e possivelmente, uma perda de consciência leve, praticamente os mesmos do aneurisma, contudo, em um risco menor, já que o nível da sensação é muito maior, considerado “explosivo”, levando perda de consciência total e com sequelas irreversíveis.
Cerca de ⅔ das pessoas acabam sendo vítimas fatais e as chances de sequelas é de 50%. Os problemas surgem e variam, de acordo com a área do sangramento, modificando o raciocínio, a memória, a fala, o movimento de braços, as pernas e, até mesmo, a visão.
Uma cirurgia para controlar a causa e impedir o sangramento pode acontecer e o tratamento pós rompimento envolve a fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e cuidados de enfermagem, visando impedir sequelas.
Os hábitos considerados inadequados, como o tabagismo e o consumo de drogas, são fatores de risco, assim como o descontrole da pressão, homens, pessoas com mais de 40 anos e portadores de fatores genéticos envolvendo distúrbios, malformações arteriovenosas, doenças do colágeno e doença renal policística ou possuir diagnósticos de 1° grau na família.
O tratamento não requer medicamentos, sendo o acompanhamento efetuado com exames de imagem cerebral e o controle da pressão arterial, principalmente, quando são pequenos. O método é uma forma de prevenção, por isso, ao sinal de qualquer dor anormal, a recomendação é consultar um médico ou procurar pela emergência hospitalar.

*** Josualdo Euzébio Silva - Médico cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular
Divulgue seu Instagram - SAIBA MAIS...