O ministro em exercício da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17), em São Paulo, que o Brasil precisa diversificar suas relações comerciais globais para garantir previsibilidade e evitar a dependência de um único parceiro econômico.

Segundo Durigan, o cenário internacional de incertezas exige que o país se consolide como um porto seguro para investidores. Ele ressaltou que as negociações externas devem considerar as fortalezas e fraquezas da economia nacional, sem submissão a blocos da Ásia ou da América do Norte.

A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasília e Washington. Recentemente, o governo brasileiro iniciou uma avaliação formal para responder às tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos, recorrendo aos instrumentos da Lei da Reciprocidade Econômica.

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Aprovada no ano passado em reação às barreiras comerciais norte-americanas, a Lei nº 15.122 permite suspender concessões comerciais contra nações cujas práticas unilaterais prejudiquem a competitividade das exportações do Brasil.

Medidas fiscais e juros

Além do comércio exterior, Durigan reforçou a importância da disciplina orçamentária. O representante argumentou que mecanismos como o bloqueio de orçamento e o limite de gastos obrigatórios são indispensáveis para manter a estabilidade fiscal do país.

Sobre a reforma tributária, o número dois da Fazenda admitiu que o processo gera apreensão pelas intensas transformações. Contudo, ele destacou que o ano de 2027 será determinante para a transição rumo a um sistema mais eficiente no longo prazo.

Por fim, Durigan abordou a política monetária, afirmando que a ampliação do crédito no país depende diretamente de juros civilizados, elemento considerado essencial para a etapa final dos ajustes econômicos necessários ao desenvolvimento.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil