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Os eleitores da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, terão garantia de transporte gratuito e apoio logístico no segundo turno das eleições. A confirmação foi divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), após entendimento entre a Justiça Eleitoral e lideranças indígenas para assegurar o exercício do voto.

A negociação foi conduzida pela juíza Dálethe Borges Messias, titular da 42ª Zona Eleitoral. Durante o primeiro turno, a magistrada acompanhou de perto a entrega de urnas eletrônicas em localidades como Paraíso e Remancinho, visando resguardar os direitos democráticos da população local.

Para viabilizar a fiscalização do processo, a magistrada solicitou que os organizadores entreguem a relação completa das embarcações utilizadas na operação. O relatório deve conter os nomes dos responsáveis e detalhar a colaboração de cada entidade envolvida.

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Com foco na organização de pleitos futuros, definiu-se também a necessidade de um planejamento prévio. As lideranças deverão fornecer dados detalhados sobre as rotas fluviais, navegabilidade, estimativa de eleitores, pontos de votação e disponibilidade de barcos.

Desafios territoriais e logística complexa

Com 8,5 milhões de hectares, o Vale do Javari constitui a segunda maior terra indígena do país, superando a extensão do estado da Paraíba. Situada na tríplice fronteira com Peru e Colômbia, a reserva reúne 74 aldeias, sete etnias e o maior número de grupos indígenas isolados do mundo.

Devido à vasta biodiversidade e localização estratégica, o território sofre frequentes investidas do narcotráfico, garimpo ilegal, biopirataria e exploração de madeira.

A vulnerabilidade da área ficou em evidência em 2022, ano em que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram vítimas de um duplo homicídio no Rio Itaquaí.

* Com informações do TRE-AM

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil *