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O diretor do Flamengo, José Boto, abriu o jogo sobre a atuação do clube no mercado da bola em entrevista concedida nesta quinta-feira (22/10) ao site inglês “Givemesport”. O dirigente destacou que o cenário nacional é singular.

Segundo o português, a torcida exige atletas de renome internacional.

Além disso, a obrigação de conquistar títulos anualmente molda o planejamento financeiro e esportivo da instituição carioca.

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Estratégias nas janelas de transferências

Nas primeiras janelas sob sua gestão, a prioridade foi buscar atletas consolidados com passagem pelo futebol europeu.

Nomes como Jorginho, Danilo, Alex Sandro e Saúl Ñíguez chegaram para elevar o patamar técnico e mental do grupo principal.

Com o elenco recheado de experiência, o foco mudou para a revelação de talentos.

O clube investiu em jovens promessas como o equatoriano Anthony Valencia e o argentino Joaquin Freitas, comparado por Boto a Lautaro Martínez.

O desafio de segurar talentos e a novela Paquetá

Outro ponto abordado foi a dificuldade em manter jovens promessas no Brasil.

Para Boto, o desejo infantil dos atletas de atuarem na Europa pesa mais do que o poder financeiro de equipes como Flamengo e Palmeiras.

Por fim, o dirigente comentou sobre a negociação por Lucas Paquetá.

Considerada a contratação mais difícil de sua carreira, a tratativa com o West Ham levou dois meses e só avançou devido à forte vontade do meia em retornar ao clube rubro-negro.