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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Notícias/Cultura

FECHAMENTO DA MAIOR LOJA DA LIVRARIA CULTURA NÃO INDICA FIM DE LIVRARIAS FÍSICAS

A venda presencial não está ultrapassada

FECHAMENTO DA MAIOR LOJA DA LIVRARIA CULTURA NÃO INDICA FIM DE LIVRARIAS FÍSICAS
Pexels, Pixabay
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O encerramento das atividades da loja mais icônica da rede Livraria Cultura, em São Paulo, no último dia 26 de junho, provocou muitos comentários saudosistas nas redes sociais. O movimento envolveu leitores assíduos e também pessoas que, mesmo sem o hábito da leitura ou de frequentar esses espaços, reconheceram a  importância cultural da loja e da rede para  a sociedade.

A notícia das dificuldades financeiras da marca e que fecharia uma unidade   não era novidade. A crise surgiu em meados de 2015 e a falência foi decretada em fevereiro deste ano, depois de mais de quatro anos em meio a uma corrida judicial. A verdade é que a Cultura não foi a única livraria brasileira a enfrentar dificuldades nos últimos anos. A Saraiva, uma outra rede gigante, também atravessa uma recuperação judicial, desde 2018. 

A internet se apresenta como a maior e mais forte concorrência das livrarias presenciais, ganhando espaço com catálogo variado, preços promocionais e entrega em casa, entre outros benefícios.  Vale destacar que, como muitos municípios brasileiros não têm pontos de venda. 

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Mesmo com uma concorrência, aparentemente desigual, a idealizadora e diretora da Fliti (Feira Literária de Tiradentes), Cristina Figueiredo, acredita que as livrarias físicas não estão com os dias contados. Felizmente, o público ainda tem grande interesse em frequentar as lojas para consumir. Uma demonstração clara da atração dos ambientes presenciais estão em projetos como a Feira Literária de Tiradentes (Fliti), em sua quarta edição e, as populares bienais, promovidas em diferentes capitais brasileiras, reunindo mais de 1 milhão de visitantes. 

É preciso entender que a venda presencial não está ultrapassada, apesar de vários modelos de comércio, além das livrarias, estarem na mesma situação. E, para provar isso, é possível analisar os dados de pesquisa, divulgados pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), apontando cem novas livrarias de rua, inauguradas, entre abril de 2021 e 2022. A diversificação foi a solução encontrada por muitas para manter o interesse dos clientes. A reinvenção e novos benefícios foram essenciais para virar a página dessa história e pagar as contas.

Multi Comunicar

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