A demanda brasileira é crescente por hemodiálise, procedimento para pessoas com insuficiência renal, cujo rim não consegue mais filtrar os resíduos prejudiciais, como o excesso de sal e líquidos. As pessoas com essa condição também precisam de cuidados especiais com a saúde vascular.
A hemodiálise tem dois métodos diferentes, e o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, explica que na primeira, ocorre a inserção de uma agulha especial para a punção da fístula arteriovenosa (FAV), ligação criada no braço com uma pequena artéria e veia, deixando-a mais resistente para as punções. A taxa de complicações é baixa. A recomendação é que a fístula seja feita até dois meses antes do início da hemodiálise.
Como o procedimento requer muito da veia, é necessário atenção e acompanhamento dessa fístula. É importante evitar qualquer tipo de trauma no local, assim como pegar peso e medir a pressão arterial nesse braço.
Alterações na fístula, como endurecimento, trombose ou redução do fluxo na hemodiálise, indicam a necessidade de avaliação vascular. Quanto mais cedo for feito o resgate da fístula, melhores serão os resultados.
A segunda técnica envolve o uso de cateter e tem alguns riscos, Josualdo destaca a infecção por falta de higiene adequada e a trombose venosa. Vale lembrar que as duas situações propiciam maior longevidade. Os cuidados precisam ser seguidos e as condições devem ser acompanhadas pelo cirurgião vascular e nefrologista.