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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) determinou que quatro integrantes da torcida organizada Bamor vão a julgamento popular pelo ataque ao ônibus do Bahia ocorrido em fevereiro de 2022.
Os réus respondem criminalmente por tentativa de homicídio qualificado. A acusação aponta o uso de artefatos explosivos durante o atentado na chegada da delegação à Arena Fonte Nova, gerando perigo comum.
Conforme as informações divulgadas pelo portal "ge", os acusados identificados como Hugo Oliveira da Silva Santos, Janderson Santana Bispo, Marcelo Reis dos Santos Junior e Marcelino Ferreira Barreto Neto continuam respondendo ao processo em liberdade, cabendo recurso à decisão atual.
Relembre o impacto do atentado
O episódio aconteceu em um contexto de forte pressão sobre a equipe tricolor, logo após o rebaixamento para a Série B em 2021. Rojões e materiais explosivos atingiram o veículo da delegação que se preparava para uma partida da Copa do Nordeste contra o Sampaio Corrêa.
O caso teve maior gravidade com o ferimento do goleiro Danilo Fernandes, que precisou de atendimento médico de urgência, levou 20 pontos e quase perdeu a visão devido aos estilhaços. O lateral-esquerdo Matheus Bahia também foi atingido durante a ação violenta.
Posicionamento das partes
Em nota oficial, a defesa da torcida organizada declarou solidariedade aos atletas atingidos e repudia atos violentos no esporte, mas pondera que a gravidade do caso não justifica acusações sem provas sólidas.
Após investigações conduzidas pela Polícia Civil e denúncia formalizada pelo Ministério Público ainda em 2022, a marcação oficial da data do júri popular depende agora do esgotamento de possíveis recursos judiciais.
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