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O maior leilão do pré-sal de blocos de exploração e produção de petróleo e gás terminou com sete das 13 áreas ofertadas sendo arrematadas nesta quarta-feira (7). O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção ocorreu na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), localizada no Rio de Janeiro.

A disputa coordenada pela ANP garantiu ao governo uma arrecadação de R$ 530 milhões em bônus de assinatura. Caso todos os lotes tivessem sido contratados, o montante total atingiria R$ 1,24 bilhão.

Este evento marcou o certame do pré-sal com o maior número de áreas negociadas até o momento. O ciclo anterior, realizado em 2025, contou com apenas cinco trechos licitados.

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Com o encerramento da sessão, a área exploratória sob regime de partilha registrou expansão de 58%. O território agora alcança 39,2 mil km², dimensionando cerca de 90% da extensão do estado do Rio de Janeiro.

Entre as 19 companhias habilitadas, seis entregaram propostas, sendo quatro estrangeiras. Não houve concorrência direta; nos sete blocos negociados, apenas uma empresa apresentou lance por área.

As vencedoras de destaque foram as companhias nacionais Petrobras e Prio, garantindo dois blocos cada. A norueguesa Equinor também arrematou duas áreas, dividindo uma delas em consórcio com a Galp.

Para viabilizar a exploração nas bacias de Santos e Campos, na costa do Sudeste, as petroleiras assumiram o compromisso de aplicar aportes mínimos de R$ 778,4 milhões.

Modelo de partilha e ágio

Os investimentos mínimos constam no edital da ANP, autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). As áreas também obtiveram aval do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

No sistema de partilha, vence a corporação que destinar ao governo a maior fatia de óleo excedente após a dedução dos custos operacionais. Todas as áreas foram arrematadas com ágio, variando de 8% a quase 495%.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil