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Três integrantes da Torcida Jovem do Santos foram condenados pelo Tribunal do Júri a 21 anos e quatro meses de prisão cada um, na noite de terça-feira (27), pela morte do palmeirense Claudio Fernando de Morais e pela tentativa de homicídio de outro torcedor. O crime ocorreu em abril de 2015, na estação Jardim Romano da CPTM, na Zona Leste de São Paulo, logo após uma partida entre os clubes.

Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os réus prepararam uma emboscada nas proximidades da estação para surpreender os rivais que retornavam da final do Campeonato Paulista. Ao identificarem os dois palmeirenses, os agressores iniciaram um ataque violento utilizando socos, chutes e barras de ferro. Claudio Fernando sofreu graves lesões e morreu no hospital, enquanto a outra vítima sobreviveu.

Crueldade e motivação fútil no ataque

Durante os debates no tribunal, a acusação defendeu que os réus praticaram o crime por motivo fútil, empregando meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Na avaliação da juíza Marcia Oshiro, os atos foram executados com intenções independentes contra cada torcedor, o que fundamentou a análise individualizada das condutas e das penas aplicadas aos envolvidos.

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Com essa decisão, chega a cinco o número de pessoas responsabilizadas judicialmente pelo episódio violento. Em fevereiro de 2025, outros dois membros da mesma torcida organizada já haviam sido julgados e condenados pelos mesmos crimes praticados na estação da CPTM.