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A gigante tecnológica Meta recusou um pleito do governo federal para estabelecer uma via de atendimento exclusiva destinada a apurar casos urgentes de ameaças, assédio e restrições de contas sofridas por profissionais da imprensa.

A solicitação partiu do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O colegiado justificou a demanda citando relatos frequentes de bloqueios e suspensões injustificadas que atingem veículos de comunicação e repórteres nas plataformas digitais.

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Em sua resposta oficial, a corporação argumentou que a implementação de tal canal envolveria obstáculos operacionais e jurídicos significativos.

A companhia ponderou que o recurso implicaria na assunção de novas responsabilidades regulatórias e que suas ferramentas padrão de suporte já atendem a todos os públicos de maneira igualitária.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da empresa optou por não se pronunciar sobre o impasse gerado.

Cenário de violência digital

Pastas do Ministério da Justiça alertaram sobre dados alarmantes de ataques virtuais direcionados a profissionais da mídia durante períodos eleitorais recentes.

Relatórios de organizações especializadas apontam milhares de incidentes envolvendo restrições de conteúdo e tentativas de silenciamento do debate público.

Para o governo, a falta de transparência nas decisões de moderação compromete seriamente o livre exercício da atividade jornalística no país.

O ministério reforçou que as ferramentas gerais de atendimento das redes sociais são insuficientes para lidar com situações emergenciais de risco à segurança da imprensa.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil