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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

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Mulheres sofrem mais com doenças reumáticas

Mariana Peixoto – Presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia

Mulheres sofrem mais com doenças reumáticas
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As estatísticas sobre doenças reumáticas são um importante alerta para o mês da mulher. As mulheres são mais frequentemente acometidas por diversas doenças reumáticas e devem estar sempre atentas aos sinais e sintomas dessas patologias.

A artrite (AR) reumatoide, por exemplo, atinge três vezes mais mulheres do que homens e o lúpus eritematoso sistêmico tem ocorrência de dez mulheres para um homem. As enfermidades reumáticas mesmo sendo consideradas raras, afetam milhares de brasileiras com grande impacto na saúde ao comprometer articulações, músculos, ligamentos, tendões e ainda órgãos internos, como o coração e os rins.

O cuidado começa com o conhecimento dessas patologias, sintomas e tratamentos. Reconhecer os sinais do corpo é crucial para evitar problemas e tratar adequadamente. O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune que acomete diversos órgãos e tecidos, como a pele, articulações, rins e cérebro, podendo ser deflagrado por fatores genéticos, tendo como gatilhos fatores hormonais e ambientais. A doença pode ter apresentações variadas sendo os principais tipos o cutâneo, com manchas na pele, principalmente, nas áreas expostas à luz solar, como o rosto e o colo; e o sistêmico, com um ou mais órgãos internos afetados.

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Outros sintomas do Lupus são dores no corpo, febre, dificuldade para respirar, rigidez muscular e inchaços, sendo uma condição complexa, híbrida e de identificação detalhada. As manifestações variam de acordo com cada caso e não há um exame único e específico para diagnóstico. O diagnóstico só pode ser realizado por uma avaliação médica especializada unindo sinais, sintomas e exames. 

A artrite reumatoide é outra patologia de maior incidência feminina,  de origem autoimune com causa desconhecida. A principal manifestação é o acometimento articular com dor, rigidez, edema; mas também pode acometer outros órgãos e sistemas. A doença impacta o cotidiano, consideravelmente, limitando a movimentação, provocando dor e inchaço nas articulações, rigidez, principalmente pela manhã e dificuldade de movimentação dos dedos.

A doença requer cuidados constantes e acompanhamento médico, pois se a inflamação crônica não for contida, faz-se possível o desenvolvimento de sequelas e deformidades. Tarefas simples como escovar os dentes e abrir portas viram um grande desafio. Entretanto, com o grande desenvolvimento da ciência, atualmente os pacientes portadores de artrite reumatoide podem ter uma vida plena e sem dores e limitações!

Mas, afinal por que a AR atinge mais as mulheres? As causas específicas ainda não são conhecidas pela medicina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), os motivos podem ser decorrentes de questões ambientais, genéticas e hormonais. O importante é sempre contar com a avaliação de um reumatologista caso ocorra o aparecimento de algum desses sintomas! Ele saberá avaliar e orientar corretamente sobre a melhor conduta a ser tomada.

Zoom Comunicação

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