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Sábado, 06 de Junho 2026
Notícias/Saúde

Não compartilhamento de dados na saúde trava desenvolvimento e avanços no setor

Welesson Rocha – Gerente de Negócios da Vênus Mamografia

Não compartilhamento de dados na saúde trava desenvolvimento e avanços no setor
Daniela Sawada/divulgação
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O compartilhamento do conhecimento é, sem dúvidas, o principal responsável pelo desenvolvimento da humanidade. Sendo assim, não há justificativa razoável para um individualismo extremo , aconselhando o acúmulo exacerbado da informação. Entretanto,  por mais absurda que essa sugestão empáfia seja, é o que está vigente no segmento da saúde com a falta de interoperabilidade - que é a disponibilização e universalização dos dados de prontuários, com a permissão do paciente.

Embora, profundamente pertinente, essa discussão tem se limitado ao meio acadêmico, deixando a população, principal beneficiária de tal proposta, alheia à decisões que implicarão, diretamente, em como sua saúde será tratada.

Em suma, a interoperabilidade proporcionará um melhor atendimento ao paciente, por meio de um trabalho de diferentes sistemas que partilham dados e informações. A proposta é que protocolos de padronização, dados, laudos, exames e imagens, entre outras informações que podem ser compartilhadas e lidas com facilidade, fiquem reunidas numa espécie de banco de dados comum.

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Sendo assim, uma pessoa de Minas Gerais que, eventualmente, passar mal durante uma viagem ao Rio Grande do Norte e precisar de atendimento médico, poderia ficar sossegada em relação à assistência que encontrará, porque a unidade de saúde potiguar teria acesso a todos os laudos, imagens e prescrições médicas dela.

Na rede pública de saúde, esse movimento já é uma realidade. Desde 2004, o Ministério da Saúde desenvolve estratégias de informatização em saúde, a partir da Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS). O mais notório resultado desse trabalho foi o Conecte SUS, programa que informatizou todos os dados dos pacientes para fomentar a troca de informação entre os estabelecimentos de saúde nos diversos pontos da Rede de Atenção à Saúde.

As clínicas e hospitais particulares, portanto, deveriam se espelhar nessas ações bem-sucedidas do governo e fazerem o mesmo. Existem dezenas de sistemas e ferramentas digitais para diagnósticos por imagem, enviando  laudos a distância e, ainda quantificam as consultas realizadas, o número de leitos disponíveis em hospitais, as cirurgias e internações do paciente; de forma que os efeitos da adoção dessas tecnologias seriam, além da maior agilidade e eficiência no diagnóstico, atendimentos mais humanizados e personalizados, mesmo em casos de urgência.

De certo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) proíbe que o  Poder Público transfira a entidades privadas os dados pessoais constantes de bases de dados a que tenha acesso. Nada impede, contudo, que as redes particulares criem seus próprios bancos de dados para que possam facilitar a interoperabilidade no sistema de saúde, desde que tudo seja feito com o consentimento do paciente.

Enquanto isso não ocorre, a população segue vivendo num exclusivismo inoportuno que, além de prejudicar milhares brasileiros, trava o desenvolvimento tecnológico e no campo da saúde.

Zoom Comunicação

Publicado por:

Zoom Comunicação

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