A Federação Internacional de Osteoporose estima que dez milhões de brasileiros são portadores de osteoporose. Embora desconhecida por muitos, é uma doença degenerativa que deixa os ossos mais frágeis e porosos e é mais prevalente em mulheres com idade acima dos 45 anos. A doença é silenciosa e, geralmente, é detectada após um episódio de fratura ou pela investigação rotineira.
É possível conviver com a condição e impedir seu agravamento. Entre as medidas mais simples do dia a dia estão a alteração na dieta – com a adoção de uma alimentação balanceada com a quantidade ideal de cálcio, introdução da atividade física adequada de acordo com o grau da patologia e o uso de medicamentos específicos para fortalecimento dos ossos. Infelizmente, o isolamento social ocasionado pela pandemia da Covid-19 impactou bruscamente a rotina de todos, principalmente de pessoas com patologias crônicas e autoimunes que, obrigatoriamente, necessitam manter os hábitos saudáveis nesse período. A interrupção dos exercícios físicos, por exemplo, provocam o surgimento de dores e complicações decorrentes da perda acelerada da musculatura e maior perda da massa óssea em pessoas com osteopenia e osteoporose.
A recomendação preconizada é a prática de atividades progressivas, iniciando com baixa intensidade e impacto, preferencialmente exercícios resistidos, como no caso da musculação. Mas toda atividade física, desde que bem orientada e respeitando os limites individuais, é benéfica para os pacientes. Uma alternativa para não quebrar a rotina de cuidados é utilizar os espaços internos da casa, como a sala, o quarto; ou as áreas abertas se presentes como o quintal ou a varanda, para caminhadas ou exercícios com o próprio peso do corpo. Assim, é possível manter a atividade física em dia, aumentando a força muscular, aliviando as dores, melhorando o equilíbrio e a postura, além de contribuir com a melhor execução de tarefas e atividades diárias.
Outra importante aliada no combate à osteoporose é a vitamina D, pois ela auxilia na absorção do cálcio e fortalecimento dos ossos. É possível obter o nutriente na alimentação, apostando no consumo de alimentos como bife de fígado, peixes (salmão, atum ou sardinha), gema de ovo, queijos e iogurtes; ou através de suplementação quando indicada pelo médico. No entanto, a vitamina D precisa ser ativada pelo sol; e a reclusão ou a limitação das atividades fora de casa reduziram o tempo de exposição à luz solar. No entanto é importante reservar, ao menos 15 minutos diários de banho de sol antes das 10h ou após as 16h.
As recomendações valem para toda a população; e não somente para quem tem osteoporose, pois o combate começa na prevenção. A alimentação adequada, com consumo adequado de nutrientes, a prática de atividade física e bons níveis de vitamina D ajudam nesse propósito. Para aqueles que não têm esses hábitos, mesmo sendo jovens, ainda longe da faixa de risco da doença, a dica é aproveitar a reclusão para iniciar as mudanças. Para os que já enfrentam a doença, é importante também buscar orientações atualizadas com o seu médico, comunicando qualquer sintoma ou problema que possa ter surgido nesse período.