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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

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Ouvidoria da Polícia solicita investigação sobre morte de mulher por disparo de PM

A morte de Thawanna Salmázio, ocorrida em 3 de abril, e a suposta omissão de socorro dos policiais envolvidos serão investigadas.

Ouvidoria da Polícia solicita investigação sobre morte de mulher por disparo de PM
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo solicitou aprofundada investigação sobre o falecimento de Thawanna Salmázio, ocorrido em 3 de abril, após ser atingida por um disparo da policial militar Yasmin Ferreira, na zona leste da capital paulista. O órgão também requisitou uma apuração acerca da possível omissão de socorro por parte dos agentes envolvidos no incidente.

Mauro Caseri, ouvidor da polícia, em entrevista à TV Brasil, explicou que, além de solicitar a completa elucidação do disparo e da morte, a Ouvidoria está enviando um ofício à Corregedoria da Polícia Militar para que seja instaurado um processo disciplinar. O objetivo é investigar se houve negligência no socorro por parte dos policiais presentes no local.

Conforme relatos de Luciano Gonçalves Santos, companheiro da vítima, o casal caminhava pela rua quando o retrovisor de uma viatura policial colidiu com seu braço. Após o incidente, uma discussão se iniciou, e os policiais alegaram ter precisado usar força para conter os dois. Foi nesse contexto que Thawanna foi atingida pelo disparo.

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“A policial [que efetuou o disparo] afirma ter sido agredida pela vítima. Contudo, o que as testemunhas relatam é que houve uma discussão mais acalorada entre elas, a policial se distanciou um pouco e, em seguida, disparou o tiro”, detalhou Caseri.

Caseri adicionou que o companheiro de Thawanna tentou prestar socorro, mas foi impedido pelos próprios policiais. “Este é outro erro grave, além do disparo da arma de fogo, pois um familiar tem o direito de socorrer. Eles jamais deveriam ter impedido que essa pessoa fosse auxiliada por seu companheiro”, ressaltou o ouvidor.

A vítima foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o socorro levou mais de 30 minutos para chegar ao local. Após a chegada, Thawanna foi transportada ao hospital em aproximadamente 3 minutos.

“Se o tempo para o socorro tivesse sido de 10, 15 ou 20 minutos, talvez ela tivesse sobrevivido. Além de disparar um tiro letal, tiraram dos seus familiares a possibilidade de prestar socorro”, lamentou Caseri.

Em comunicado oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que todas as circunstâncias do ocorrido estão sendo investigadas “com prioridade” pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM), com o acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.

A pasta detalhou ainda que os dois policiais envolvidos foram afastados de suas funções operacionais. As imagens das câmeras corporais foram anexadas aos inquéritos e estão sob análise da autoridade policial, integrando o conjunto probatório do caso. “É fundamental destacar que todas as provas, incluindo as imagens, os laudos periciais e os depoimentos, estão sendo rigorosamente analisadas. O Corpo de Bombeiros também está apurando o tempo de resposta no atendimento à vítima”, acrescentou a nota.

Na semana anterior, o Ministério Público de São Paulo anunciou que igualmente irá investigar as circunstâncias que levaram à morte de Thawanna.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
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