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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
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Notícias/Saúde

PESQUISA REVELA QUE SEDENTARISMO PROVOCA SOFRIMENTO PSÍQUICO ENTRE ADOLESCENTES

O IBGE estima que 84% dos jovens sejam inativos

PESQUISA REVELA QUE SEDENTARISMO PROVOCA SOFRIMENTO PSÍQUICO ENTRE ADOLESCENTES
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O sedentarismo é cada vez mais comum em uma sociedade tecnológica e, lamentavelmente, trata-se de uma condição que parece difícil ser revertida A palavra define uma falta de ação, momentos em que as pessoas permanecem inativas, sem praticar qualquer tipo de exercício físico e, apesar de se locomoverem para trabalhar e-ou estudar, não se dedicam a uma atividade esportiva. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que, aproximadamente, 47% da população adulta seja sedentária e que, infelizmente, essa taxa seria ainda maior para os jovens, superando 84%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 1,8 bilhões de indivíduos são inativos, representando 31% da população adulta mundial.

A situação é motivo de alerta por ser extremamente prejudicial à saúde, ocasionando diversos problemas, como as doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência, câncer e compromete a saúde mental, sobretudo, de adolescentes, conforme revela o estudo desenvolvido pelo Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College London, na Inglaterra e publicado no Journal of Adolescent Health.

A pesquisa identificou que passar três horas diárias em comportamento considerado sedentário, como por exemplo, mexer no celular, jogar videogame, assistir televisão e, até mesmo, ler, por puro lazer e prazer, aumentam a probabilidade do grupo mais jovem sofrer problemas psicológicos no futuro.

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Mais de 3.600 adolescentes participaram dessa investigação, dividida em duas fases, a primeira, realizada quando possuíam 14 anos, a segunda, três anos depois com 17. Na primeira etapa, os jovens preencheram um diário com todas as atividades praticadas a cada dez minutos e, na segunda, um questionário revelou  quais eram os  tipos de sofrimentos psicológicos de cada um. 

Os pesquisadores constataram uma média de tempo de quatro horas de sedentarismo educacional, ou seja, período de tempo dedicado aos afazeres da escola, como estudo, deveres e trabalhos. Outras três horas envolveram o sedentarismo gasto com ou sem a presença das telas. Todos aqueles que mantiveram uma média de 180 minutos em frente a aparelhos eletrônicos, apresentaram mais risco de problemas de saúde mental, em até três anos. Os videogames ampliam essa probabilidade para 3%, a cada hora.

A PHD em neurociências psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, se recorda do ditado popular, tudo em excesso faz mal e, por isso, o resultado se mostrou surpreendente para casos de sedentarismo e lazer longe das telas, uma vez que uma atividade tão recomendada, como a leitura, pode apresentar malefícios, quando exagerada. Dessa forma, passar três horas lendo também afeta o psicológico de maneira negativa, sobretudo, se o hábito é desenvolvido por meninos. 

O motivo está ligado ao “deslocamento”, causado pelas histórias, sendo exatamente a mesma justificativa pelo qual muitas pessoas se interessam pela leitura. De acordo com a especialista, “o hábito de ler permite se desligar da realidade corrida, atarefada e desafiadora, causando relaxamento e distração”. O uso de dispositivos virtuais para leitura também afetam o sono, devido à luz artificial e, consequentemente, provoca incômodos psicológicos.

A recomendação dos pesquisadores é usar o tempo livre em outras atividades. As ações ao ar livre são bastante positivas para a saúde mental, pois a exposição à natureza propicia uma diminuição dos sintomas de ansiedade e depressão, promovendo uma sensação de tranquilidade. 

Contudo, nem todo sedentarismo deve ser considerado negativo, pois  o equilíbrio é a base de tudo. A mente humana precisa de momentos de descanso para funcionar adequadamente. Apesar do sedentarismo estudantil ser citado durante a pesquisa, também mostra que 60 a 119 minutos em frente às telas, porém, dedicados a atividades educacionais, é uma ação protetora do sofrimento, uma vez que o cérebro precisa ser trabalhado para se manter saudável. 

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