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Educadores de diversas regiões do Brasil estão transformando o aprendizado com o uso da inteligência artificial na educação. A prática ganha força em escolas públicas e privadas para personalizar aulas e motivar estudantes, enquanto o Ministério da Educação (MEC) desenvolve uma resolução com diretrizes nacionais para orientar a adoção ética e segura dessa tecnologia nas salas de aula.
Inovação e empatia em sala de aula
Em Campinas (SP), a professora Giovanna Macedo usou o ChatGPT para projetar o futuro profissional de seus 31 alunos do 4º ano na Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink. Ao transformar fotos das crianças em imagens de suas carreiras dos sonhos, o projeto emocionou os estudantes e viralizou nas redes sociais.
Apesar de atuar no magistério desde 2018, a docente busca usar os recursos tecnológicos de forma intuitiva. Ela reforça que a prioridade deve ser sempre despertar a curiosidade, fortalecer a autoestima e ampliar os horizontes das crianças no ambiente escolar.
Cultura digital e mediação pedagógica
A transição para o ambiente digital exige responsabilidade das instituições de ensino. Segundo Kassula Correa, diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, no Rio de Janeiro, o acesso rápido à informação não garante por si só o desenvolvimento do pensamento crítico ou a capacidade de identificar conteúdos falsos.
A gestora ressalta que as ferramentas tecnológicas precisam respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem. Para ela, a escola deve preservar seu papel fundamental como espaço de desenvolvimento socioemocional e de convivência humana.
A importância da formação docente
Especialista em formações na rede pública do Distrito Federal, o professor Marcio Luiz Dias defende que a atualização contínua é essencial diante da velocidade das transformações digitais. Ele destaca que a capacitação docente deve superar o uso meramente instrumental e focar em uma aplicação crítica e colaborativa.
Além de auxiliar na elaboração de exercícios e planos de aula, a automação de rotinas administrativas pela IA libera tempo para que educadores acompanhem de forma individualizada os estudantes, mantendo o julgamento humano no centro do processo pedagógico.
Práticas avançadas no ensino médio
No Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) de Taguatinga (DF), o professor Jaime Guilherme de Oliveira utiliza ferramentas gerativas para criar jogos pedagógicos interativos, como o "Arena ABNT". A iniciativa aproxima alunos de 14 a 18 anos das exigências do mercado e do universo acadêmico.
Diretrizes e conectividade nas escolas
Para regulamentar essas práticas, o MEC prepara uma resolução que definirá parâmetros nacionais unificados para a aplicação consciente da tecnologia na educação básica. O objetivo é assegurar autonomia aos professores e proteção aos dados dos estudantes.
Paralelamente, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) aponta que 78,7% das 138.086 escolas monitoradas no país já contam com níveis adequados de conectividade para suportar essas novas metodologias digitais.
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