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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

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Profissionais da educação do Rio de Janeiro realizam paralisação de 24 horas

A categoria planeja novas assembleias em maio para deliberar sobre uma possível greve, exigindo recomposição salarial e melhores condições de trabalho.

Profissionais da educação do Rio de Janeiro realizam paralisação de 24 horas
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Docentes e demais servidores da área educacional, tanto da esfera municipal quanto estadual do Rio de Janeiro, promoveram nesta quinta-feira (9) uma interrupção de suas atividades por 24 horas, em protesto por recomposição salarial e aprimoramento das condições laborais.

Conforme Helenita Beserra, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), os trabalhadores da rede estadual deliberaram, em assembleia, por um novo encontro em 5 de maio para analisar a instauração de um movimento grevista. Posteriormente à reunião, foi realizado um protesto diante da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Por sua vez, os educadores da rede municipal agendaram uma nova assembleia para 16 de maio. Na capital fluminense, após a deliberação, o coletivo organizou uma manifestação pública na Cinelândia, área central da metrópole.

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A demanda central, abrangendo ambas as esferas de ensino, foca na recuperação das defasagens salariais acumuladas ao longo dos anos recentes.

Cálculos elaborados pelo Sepe, em colaboração com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontam uma redução de 24,07% nos vencimentos desde 2019. Para a rede estadual, projeta-se a necessidade de um reajuste de aproximadamente 56% sobre os salários de janeiro de 2026.

Adicionalmente ao reajuste, os professores da rede municipal exigem o término da prática conhecida como "minutagem" (que implica em horas-aula adicionais sem a devida compensação financeira), a quitação do Acordo de Resultados de 2024 (equivalente ao 14º salário), a garantia do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs), o restabelecimento da contagem de tempo de serviço suspenso na pandemia, a elevação do valor do vale-refeição e a revisão das normas de remoção.

No âmbito estadual, os profissionais também clamam pela execução completa do acordo de recomposição salarial estabelecido com a Alerj em 2021 — que estipulava uma reposição de 26,5%, dividida em três fases, das quais somente a inicial foi efetuada — bem como a efetivação do piso salarial nacional para o magistério.

Em comunicado oficial, a Secretaria Estadual de Educação assegurou que as atividades letivas transcorreram sem interrupções ou prejuízos à rede durante o período da paralisação. A secretaria reiterou seu respeito ao direito de manifestação dos servidores e afirmou que prossegue com esforços para a valorização do corpo docente.

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, comunicou que mantém um diálogo contínuo com a entidade sindical e tem promovido encontros regulares com os representantes da classe.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil
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