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Sexta-feira, 31 de Julho 2026
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Programa Alerta Mulher Segura vai avisar vítimas sobre aproximação de agressor

Decreto regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha para monitorar agressores com rastreamento móvel entregue às mulheres em situação de risco.

Programa Alerta Mulher Segura vai avisar vítimas sobre aproximação de agressor
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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O governo federal oficializou o programa Alerta Mulher Segura, uma iniciativa voltada ao monitoramento eletrônico de agressores para garantir o cumprimento de medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica e familiar.

Publicada no Diário Oficial da União, a medida regulamenta dispositivo previsto na Lei Maria da Penha. A ação se apoia em duas frentes: o acompanhamento do agressor e o fornecimento de um dispositivo portátil de rastreamento para a vítima.

Com o equipamento portátil, a mulher será notificada automaticamente se a distância mínima fixada pela Justiça for violada. O sistema também viabiliza o acionamento imediato das forças policiais em situações de perigo iminente.

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A aplicação da medida ocorrerá de forma integrada entre órgãos de monitoramento, segurança pública, Judiciário e redes de apoio. A execução prática ficará sob a responsabilidade dos estados e do Distrito Federal.

Estrutura de monitoramento

O programa será estruturado em Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais e Polos de Monitoração. As centrais responderão pela coordenação técnica e acompanhamento geoespacial das restrições impostas.

Os núcleos atuarão regionalmente, enquanto os polos cuidarão da instalação, manutenção e retirada das tornozeleiras ou aparelhos. Tais polos poderão funcionar em delegacias ou prédios indicados pelos governos locais.

O decreto dá autonomia para que estados e o Distrito Federal adaptem o modelo, desde que preservem a eficácia da proteção e a fiscalização do agressor.

A adesão da vítima ao rastreador individual será totalmente voluntária. A entrega do dispositivo deverá ocorrer preferencialmente no primeiro atendimento prestado pela autoridade competente.

Integração de dados e análise

Um sistema informatizado centralizará as informações sobre as ordens de proteção e gerará dados estatísticos detalhados por raça, etnia e deficiência, auxiliando no aprimoramento das políticas públicas.

O texto ressalta que alertas emitidos não significam, por si sós, o descumprimento automático da ordem judicial. Cada ocorrência passará por avaliação técnica e contextualizada das equipes de fiscalização.

Recursos e financiamento

O financiamento das ações virá do Ministério da Justiça e Segurança Pública, utilizando verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de aportes estaduais.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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