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O Santos enfrenta uma crise financeira preocupante após ser eliminado da Copa Sul-Americana pelo Atlético-MG nas quartas de final, ficando sem uma premiação de US$ 800 mil e com contas pressionadas.
A diretoria santista havia apostado alto no torneio internacional para sustentar o orçamento. Com reforços de peso como Philippe Coutinho e Everton Cebolinha, a folha salarial disparou para cerca de R$ 30 milhões mensais.
Segundo levantamento da Placar, o clube acumula atrasos nos direitos de imagem do elenco. A gestão reconhece o débito, mas garante que os vencimentos em carteira e os depósitos do FGTS seguem quitados.
As dificuldades financeiras também paralisaram melhorias estruturais. A reforma dos gramados da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé, estimada em R$ 11 milhões, sofreu impactos porque a empresa World Sports estaria há cinco meses sem receber.
Passivo bilionário e pressão eleitoral
O Conselho Fiscal do Santos apontou que o passivo total da instituição pode ter alcançado a marca de R$ 1,24 bilhão em junho, revelando um cenário de longo prazo bastante delicado.
Entre os compromissos estão R$ 17,3 milhões devidos a Zé Rafael e um acordo com a NR Sports, empresa ligada à família de Neymar, que assumiu uma dívida com o Monaco em troca de propriedades comerciais.
Restando 12 rodadas no Campeonato Brasileiro, o time busca uma vaga na Libertadores enquanto se prepara para a eleição presidencial de dezembro.
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