O avanço dos casos de sarampo no estado de São Paulo, que já soma 15 confirmações neste ano, motivou autoridades de saúde a recomendarem a busca ativa por quem não tomou a vacina. Também foi orientada uma dose de reforço para crianças que já passaram pela imunização anterior.
Cidades como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo já acenderam o sinal de alerta. Diante disso, o Ministério da Saúde orientou ampliar a proteção para pessoas entre 6 e 59 anos, integrando a ação à campanha de multivacinação marcada para ocorrer de 3 de agosto a 1º de setembro.
Em todo o território paulista, a mobilização engloba os 645 municípios. O foco principal é a aplicação da tríplice viral, fórmula que defende o organismo contra sarampo, caxumba e rubéola, além de permitir colocar em dia outras vacinas pendentes.
Diversos imunizantes estarão disponíveis nos postos. A lista inclui doses contra BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV.
Balanços preliminares da Secretaria Estadual de Saúde apontam que a cobertura atingiu 77,5% na primeira dose e 65,5% na segunda dose da tríplice viral. Contudo, a meta estipulada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde é alcançar 95% em ambas as etapas.
Representantes da pasta reforçaram que manter a caderneta em dia é essencial para evitar o retorno de enfermidades que podem ser prevenidas. A estratégia nos três municípios mais críticos visa barrar rapidamente a cadeia de transmissão do vírus.
No ano anterior, o índice nacional de cobertura chegou a 92,9% na primeira aplicação e 78,3% na segunda. Nas localidades em destaque, os patamares ficaram próximos de 90%, mas ainda abaixo do índice ideal exigido pelos órgãos sanitários.
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