A eliminação da seleção do Irã da Copa do Mundo de 2026 foi motivo de celebração para Markwayne Mullin, secretário de segurança dos Estados Unidos e aliado de Donald Trump, que festejou publicamente o fracasso da equipe asiática na fase de grupos, declarando que os jogadores não retornarão ao solo americano.
Em declarações incisivas, Markwayne Mullin expressou sua satisfação: "Estou apenas feliz que o Irã terminou sua participação (na Copa do Mundo) e não vão voltar (para os Estados Unidos). Fiquei muito feliz quando conseguimos cancelar os vistos deles e dizer que poderiam deixar o território americano. Talvez eu tenha até cantado uma música ou duas, ou até fazendo uma dança feliz".
A jornada do Irã no torneio
Apesar de uma performance aguerrida, a seleção do Irã não obteve a classificação para a fase seguinte da Copa do Mundo de 2026. No estágio de grupos, a equipe asiática registrou três empates, enfrentando Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
Em um momento de grande emoção na última rodada, os iranianos celebraram um gol heroico de Khalilzadeh, que parecia garantir a vaga. A euforia tomou conta dos jogadores, que vibraram intensamente, mas a alegria foi rapidamente substituída pela decepção com a anulação do lance pelo VAR.
Ao término da partida, os atletas iranianos, visivelmente abalados, foram aplaudidos pela torcida enquanto choravam. A esperança de classificação residia em um cenário complexo: depender de uma vaga entre os oito melhores terceiros colocados, tendo acumulado apenas três pontos na fase de grupos.
O drama da última rodada: Argélia x Áustria
A derradeira chance do Irã estava atrelada ao resultado da partida entre Argélia e Áustria. Este confronto tinha todos os ingredientes para um "jogo de compadre", onde um empate simples qualificaria ambas as seleções para a fase seguinte.
O embate foi marcado por alternâncias no placar, chegando a um empate de 2 a 2 no segundo tempo. Contudo, a partir dos 30 minutos da etapa final, a intensidade do jogo diminuiu drasticamente, com as equipes demonstrando uma clara falta de interesse em atacar, em uma espécie de "dança orquestrada" de passes e observação.
No minuto 48 do segundo tempo, uma reviravolta surpreendente ocorreu: Riyad Mahrez, da Argélia, marcou um gol que colocou o placar em 3 a 2. Esse resultado, que eliminaria a Áustria, parecia selar a classificação do Irã. No entanto, a euforia iraniana foi efêmera.
A vitória argelina, embora garantisse a classificação, os colocaria em um caminho mais desafiador na chave, com um provável confronto contra a Espanha – um cenário indesejado para a seleção africana. Quase imediatamente, a Áustria reagiu: um lançamento na área resultou em um cabeceio certeiro de Kalajdžić, empatando o jogo em 3 a 3 e, mais uma vez, decretando a eliminação do Irã.
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