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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu um recurso do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e restabeleceu a obrigatoriedade de condenados por violência doméstica frequentarem grupos reflexivos de reeducação. A decisão unânime da 6ª Turma reforça a necessidade de ir além da punição tradicional no combate aos crimes de gênero no Brasil.

A medida pedagógica, que está prevista na Lei Maria da Penha, busca reabilitar os agressores para evitar que novos crimes aconteçam. Segundo juristas, a aplicação prática dessas sanções educativas é um avanço na legislação penal, pois ataca a raiz cultural do problema e promove uma mudança comportamental profunda.

O ministro relator do caso, Rogério Schietti Cruz, destacou que a iniciativa visa superar o caráter apenas punitivo da pena. Segundo o magistrado, a criação de espaços de diálogo e reflexão é fundamental para gerar a responsabilização do agressor e promover uma efetiva readequação de comportamento, impedindo a reincidência delitiva.

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De acordo com o MPRJ, a participação compulsória nesses programas de reeducação fortalece a rede de proteção às vítimas. Ao focar na desconstrução de atitudes violentas por parte dos autores, o sistema de Justiça espera romper definitivamente o ciclo de agressões que afeta milhares de lares.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil