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Sábado, 31 de Janeiro 2026

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Taxa de desocupação atinge 5,1% em dezembro, o menor patamar histórico

O ano de 2025 encerra com números recordes de empregos formais e rendimento, conforme aponta a Pnad Contínua do IBGE.

Taxa de desocupação atinge 5,1% em dezembro, o menor patamar histórico
© Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil
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No trimestre que se encerrou em dezembro, o Brasil alcançou uma taxa de desocupação de 5,1%, o índice mais baixo já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Analisando os dados anuais de 2025, a taxa de desocupação anual se estabeleceu em 5,6%, marcando igualmente um recorde de baixa. O contingente de pessoas ocupadas no país atingiu a marca de 103 milhões.

O ano anterior também foi notável pela renda média mensal dos trabalhadores, que alcançou R$ 3.560, representando um acréscimo de 5,7% (equivalente a R$ 192) em relação ao ano de 2024.

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A quantidade de trabalhadores com carteira de trabalho assinada também atingiu seu maior patamar histórico no ano: 38,9 milhões de indivíduos, um crescimento de 1 milhão comparado ao período anterior.

Essas informações foram tornadas públicas na última sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Panorama dos destaques de 2025

No que diz respeito à taxa anual, o Brasil apresentou os seguintes números:

  • Desocupados: 6,2 milhões de indivíduos, uma diminuição de aproximadamente 1 milhão (-14,5%) em relação a 2024.
  • Empregados do setor privado sem registro formal: 13,8 milhões, representando uma leve redução de 0,8% frente a 2024.
  • Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões, com uma retração de 4,4%.
  • Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões, o maior volume já documentado.

A taxa anual de informalidade experimentou uma queda de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa, este percentual configura um “valor relevante”, que espelha uma característica estrutural do mercado de trabalho no Brasil.

“A estrutura e a movimentação da população empregada ainda demonstram uma forte dependência da informalidade, principalmente pela expressiva presença de trabalhadores nos setores de comércio e em segmentos de serviços menos especializados”, avaliou ela.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)

O levantamento conduzido pelo IBGE investiga a dinâmica do mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos, considerando todas as modalidades de ocupação, como empregos formais ou informais, temporários e autônomos.

Conforme os critérios estabelecidos pelo instituto, apenas é classificada como desocupada a pessoa que buscou ativamente uma oportunidade de trabalho nos 30 dias anteriores à coleta de dados. A pesquisa abrange a visita a 211 mil residências em todas as unidades federativas e no Distrito Federal.

A série histórica, iniciada em 2012, aponta que a maior taxa de desocupação já registrada foi de 14,9%, observada em dois trimestres móveis: o encerrado em setembro de 2020 e o de março de 2021, ambos em meio à pandemia de covid-19.

Comparativo com o Caged

A divulgação da Pnad ocorre um dia após a publicação de outro importante indicador do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este último, elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), monitora exclusivamente a situação dos trabalhadores com registro formal.

Embora o Caged tenha apontado um saldo negativo de 618 mil vagas formais em dezembro, o fechamento de 2025 revelou um balanço positivo, com a criação de aproximadamente 1,28 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
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