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O Ueno Bank, pivô da grave crise econômica que assola o Paraguai, mantinha cerca de 14 milhões de dólares (aproximadamente R$ 76,8 milhões) da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) sob sua custódia antes da intervenção do Banco Central do país.

Segundo informações do jornal argentino Clarín, o montante estava aplicado em um depósito a prazo fixo. Representantes da entidade garantiram que o valor, representando menos de 3% do faturamento total, não comprometerá as premiações da Libertadores e da Sul-Americana.

Impacto social e político

A instabilidade gerou forte comoção entre atletas da seleção paraguaia. Jogadores como o zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, assinaram uma carta pública defendendo a prioridade aos trabalhadores e cidadãos de baixa renda que perderam acesso às suas economias.

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A crise ganhou contornos políticos severos devido à gestão do Ueno Bank, que administrava cerca de 850 milhões de dólares em recursos públicos, incluindo fundos de aposentadoria. Após a descoberta de irregularidades nos balanços, que apontaram incapacidade de honrar dívidas, o Banco Central suspendeu as operações da instituição na última segunda-feira.

Queda do governo

O cenário de descontentamento popular culminou na renúncia do presidente Santiago Peña nesta quinta-feira (05). O governo enfrentou pressões devido à proximidade de Peña com o grupo controlador do banco e à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central, que era questionado por possíveis falhas de fiscalização.