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A vacinação de gestantes contra a covid-19 e a influenza permanece em níveis preocupantes no Brasil, ameaçando a saúde de mães e recém-nascidos. Dados oficiais do Ministério da Saúde indicam que a cobertura contra o coronavírus ficou em apenas 55% em 2025 e nos primeiros meses de 2026. A meta estipulada pelas autoridades de saúde é alcançar pelo menos 90% do público-alvo para garantir uma proteção coletiva eficaz.
Especialistas reforçam que os imunizantes aplicados durante a gravidez são seguros e altamente eficazes. No entanto, a hesitação vacinal e a desinformação continuam gerando consequências trágicas em todo o país. Desde 2022 até agosto de 2026, centenas de casos graves de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e dezenas de óbitos foram registrados entre gestantes e puérperas infectadas por esses vírus.
A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, aponta que o cenário resulta de uma combinação perigosa. Enquanto a queda na adesão à vacina da gripe reflete uma acomodação e desvalorização da doença, a imunização contra a covid-19 sofreu forte impacto de mitos sobre sua segurança, apesar de ser baseada em tecnologias consolidadas.
Manter a caderneta em dia é fundamental para evitar complicações graves que podem levar à internação em unidades de terapia intensiva e aumentar o risco de partos prematuros. Além de proteger o próprio organismo contra infecções severas, a mulher vacinada transfere anticorpos essenciais pela placenta, garantindo uma rede de defesa vital para o bebê nos primeiros meses de vida.
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