Ângela Rosa, filha do ex-atleta e atual técnico da equipe de Araraquara, Ronildo Soares, o Nildão, ganha aeara de prata nos Jogos Abertos do Interior
A atleta araraquarense de kickboxing, Ângela Rosa, ganhou a medalha de prata nesta sexta-feira (14), nos Jogos Abertos do Interior, que neste ano estão sendo disputados na cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. A jovem segue os passos do pai, o técnico da equipe na competição Ronildo Soares, o Nildão, primeiro atleta a sagrar-se vice-campeão panamericano representando Araraquara na modalidade.
A lutadora, que treina na modalidade há mais de 10 anos e compete profissionalmente há 7 anos, destacou a influência do pai no esporte. “Ele vem da capoeira, eu comecei a fazer capoeira, mas eu não gostei muito. Até que um dia eu fui em um campeonato de kickboxing, me identifiquei e decidi que era essa luta que eu iria lutar”, conta.
Segundo ela, na hora do treino é preciso deixar um pouco de lado a relação de pai e filha, para garantir o bom rendimento nas competições, “Querendo ou não, ele tem que me cobrar, ele tem que me deixar pronta, porque ele sabe que todas as vezes que eu subo no ringue, eu luto sempre com as melhores, então eu tenho que estar preparada para chegar aqui e fazer um bom trabalho, independente do resultado eu tenho que deixar o meu máximo ali”.
Ângela reforçou que a maior dificuldade em competições como essa, é manter o peso para não ser desclassificada. “É um pouco sofrido porque a gente tem que bater o peso, mais de três vezes, às vezes. Então, isso daí acaba desgastando”, diz ela.
A lutadora salienta que fez o melhor na competição que envolve atletas de alto nível. “Eu lutei com meninas muito duras e consegui chegar na final. Não foi uma luta fácil. Não sai com o ouro, mas eu vendi caro, ela teve que meter a porrada e eu meti a porrada nela também”, narra a atleta.
O pai de Ângela, o técnico e mestre Ronildo Soares, o Nildão, começou na modalidade na década de 90 e é treinador há mais de 23 anos.
“Eu sou da capoeira, mas depois virei atleta de kickboxing, fui o primeiro vice-campeão panamericano por Araraquara e, de lá para cá, vim caminhando nas competições, como minha filha está hoje também. E não tem aquele negócio de ficar cobrando ela para treinar, ela compete por gostar, então fica mais fácil. É lógico que a gente está sempre puxando a orelha em alguma coisa, conversa bastante, mas não é tão difícil não, porque é uma coisa que já vem dela e tem potencial, fica mais fácil”, garante o pi e treinador.
Nildão avaliou que a equipe, formada por pratas da casa, teve um bom rendimento nos Jogos Abertos, diante do alto nível da competição. “Aqui só tem os melhores, só atletas profissionais, que muitas vezes são contratados e a gente vem com 100% da casa, são atletas de Araraquara, não tem ninguém de fora. E todas as lutas que eles perderam, perderam de campeão e foi luta pau a pau, questão de detalhe, se você observar as lutas, foi questão de um ponto, dois pontos, então foi bem positivo”, avaliou.
Para o técnico, o rendimento da filha e dos outros atletas vai ajudar a melhorar a classificação de Araraquara no quadro geral da competição. “Minha filha pegou medalha, mas os outros também deixaram seu máximo lá. Na pontuação você vai ver que chegaram em quinto, sexto, ajudando Araraquara a subir na classificação geral”.
Resultados nos Jogos Abertos
A atleta Ângela Rosa garantiu medalha de prata no kickboxing, ao disputar a final da categoria 60 kg contra Graziela Gouveia da Silva, de São Caetano do Sul. A outra atleta de Araraquara na modalidade, Adele Cristina Campos, ficou em 5ª na categoria 56 kg, colocando Araraquara em 6ª lugar na classificação final.
No masculino, Erivaldo Lima Alves ficou em 7ª lugar na categoria 63,5 kg, Milton Gonçalves Augusto também ficou na mesma posição na categoria 67 kg, assim como Renan Roberto Arroio da Silva na categoria 71 kg. Já na categoria 81 kg, Rodrigo Aparecido Pereira ficou em sexto lugar.
Com os resultados, Araraquara terminou em sétimo lugar na classificação final.