A mastectomia para tratamento de um câncer de mama é uma solução eficaz, mas requer vários cuidados, como o acompanhamento multiprofissional. A Comissão de Defesa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou um parecer específico para a necessidade do atendimento fisioterapêutico, visando essa reabilitação.
Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Minas Gerais (SBMMG), Bárbara Pace, a fisioterapia é essencial, pois os especialistas estarão atuando para colaborar na recuperação pós-cirurgia, evitando o desenvolvimento de problemas como o linfedema, o acúmulo de linfa em membros (braços e mãos), responsável por inchaço, vermelhidão, a sensação de dor e febre. Algumas atividades ainda envolvem massagens e exercícios para os ombros.
O câncer é uma das patologias mais temidas pela população mundial, sendo que o tumor na mama é o mais letal, levando muitas brasileiras a passarem pelo procedimento para retirada total ou parcial do órgão, atingindo diretamente a feminilidade e autoestima delas.
Uma equipe multiprofissional com médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeuta é recomendável para o período de recuperação das mastectomizadas para que sejam compreendidas e tenham apoio profissional.
Bárbara lembra que a prática da reconstrução mamária já é garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para quem retira as mamas. O governo federal também já tinha anunciado o investimento de mais de R$105 milhões para ampliar esse atendimento.
O projeto na Assembleia segue para análise da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) e, posteriormente, deverá ser votado em plenário.
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