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O mercado de bets injeta mais de R$ 1 bilhão em patrocínio no Brasileirão, mas a proibição anunciada pelo governo nesta sexta-feira (25/9) ameaça as finanças dos times da Série A. A medida atinge diretamente 14 dos 20 clubes da elite que possuem contratos máster com cassinos online e plataformas de apostas esportivas.
As receitas comerciais do futebol nacional dispararam nos últimos anos, saltando de R$ 1,3 bilhão em 2021 para mais de R$ 3 bilhões em 2025. Segundo dados da consultoria Convocados, o montante movimentado pelas empresas do setor alcançou R$ 1,1 bilhão, o que representou 7,2% do faturamento total dos clubes da Série A no último ano, estimado em R$ 14,3 bilhões.
Apesar da proibição, especialistas apontam que a perda financeira pode ser atenuada caso novas marcas ocupem o espaço deixado pelos patrocinadores atuais. A decisão brasileira segue uma tendência internacional já adotada por países europeus. A Itália proibiu anúncios do setor em 2018, a Espanha implementou restrições em uniformes em 2020, e a Premier League inglesa determinou o fim de patrocínios máster de apostas após a temporada 2025/26.
Clubes patrocinados por bets:
• Atlético-MG – H2Bet
• Botafogo – VBet
• Chapecoense – ZeroUm Bet
• Corinthians – Esportes da Sorte
• Cruzeiro – Betnacional
• Flamengo – Betano
• Fluminense – Superbet
• Grêmio – Pitaco
• Juventude – Stake
• Palmeiras – Sportingbet
• Remo – Vai de Bet
• Santos – Novibet
• São Paulo – Superbet
• Vitória – Bet7k
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