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O Corinthians decidiu suspender o pagamento da parcela de setembro referente ao financiamento da Neo Química Arena, estimada em cerca de R$ 28 milhões. A medida ocorre enquanto a diretoria alvinegra tenta avançar em tratativas com a Caixa Econômica Federal para encontrar uma solução definitiva para a dívida do estádio.
Apesar de ter quitado as duas primeiras prestações do ano, que somaram aproximadamente R$ 56 milhões, o clube obteve o aval da instituição financeira para pausar o terceiro repasse. Essa pausa serve de respiro enquanto os dois lados discutem novos termos para o passivo da praça esportiva, que gira em torno de R$ 630 milhões.
Propostas de acordo e ativos comerciais
A estratégia principal do clube paulista envolve a cessão dos naming rights ao banco estatal, além de outros ativos comerciais. O Corinthians estima que o valor dessa propriedade comercial alcance cerca de R$ 70 milhões anuais, superando o contrato atual com a Hypera Pharma, que rende aproximadamente R$ 15 milhões por ano.
O plano também abrange produtos financeiros exclusivos, como cartões ligados ao programa Fiel Torcedor e títulos de capitalização, além da migração de todas as operações bancárias da instituição para a Caixa. Em encontro recente em Brasília, a cúpula corintiana ainda pediu a liberação de R$ 27 milhões retidos em uma conta reserva.
Desafios contratuais e próximos passos
Para viabilizar a mudança nos naming rights sem penalidades pesadas, o Corinthians avalia compensar a Hypera Pharma com propriedades comerciais em locais como o CT Joaquim Grava. Embora a diretoria veja o tema como prioridade máxima, um desfecho oficial pode ficar apenas para o período posterior às eleições presidenciais do clube, agendadas para 28 de novembro.
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