A conjuntivite é uma das patologias oculares mais comuns durante o verão, sendo considerada altamente infecciosa, necessitando de uma série de cuidados para evitar a evolução para um problema mais grave. A cantora sertaneja Ana Castela foi diagnosticada nos dois olhos.
A condição é causada por vírus ou bactérias, acometendo a membrana revestidora dos olhos e da pálpebra, responsável pela proteção do globo ocular. A oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, explica que, normalmente, as características da estação provocam a situação com o clima seco e úmido, aglomeração em locais - principalmente aquáticos - e outros comportamentos, estimulados pela alta temperatura, como o uso de ar condicionado e o contato com a poeira.
Os sintomas são facilmente reconhecidos, envolvendo olhos vermelhos, ardência, coceira, sensação de areia, visão embaçada, sensibilidade à luz, pálpebras inchadas e presença de secreção, deixando os olhos grudentos, sobretudo, pela manhã.
Ana Castela enfrentou alguns desses sintomas, começando em apenas um dos olhos e, posteriormente, nos dois. Ela buscou ajuda nos primeiros sinais, iniciando o tratamento, recomendação dos oftalmologistas, pois a conjuntivite não deve ser menosprezada. A falta de cuidados é capaz de levar a ceratite, úlceras e a perda da visão.
O tratamento é feito com colírios, sempre prescritos pelo médico. Segundo Juliana, a lavagem com água filtrada ou soro fisiológico e cuidados diários com a higiene, através da troca de folhas e toalhas e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, como óculos e maquiagens e a higiene constante das mãos, também são recomendados.
Caso apenas um dos olhos seja atingido, deve-se ter atenção e não coçar um lado após o outro para evitar a infecção dupla. O comportamento deve ser mantido até mesmo após aparente melhora. Os cuidados devem ser contínuos nesta época do ano.
“Vale recordar que as crianças são as principais vítimas da doença, devido a hábitos, como falta de preocupação com a higiene e compartilhamento de objetos - e características fisiológicas, já que possuem o canal lacrimal mais curto, facilitando a instalação do vírus ou bactéria” destaca a médica.
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