GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A evolução humana começa com os  indivíduos convivendo, geralmente, com pessoas da mesma idade. Contudo, tudo muda quando se atinge a fase adulta, passando a integrar o mercado de trabalho. Se por um lado, o  conflito geracional é um problema crescente nas empresas, por outro, também apresenta vantagens.

Os conflitos ocorrem quando diferentes gerações ocupam o mesmo ambiente de trabalho - baby boomers, millennials e Z -, revelando as dificuldades para encontrar harmonia, devido a diferenças de idade, valores, estilos de comunicação e expectativas para carreira e vivências.

Para a especialista em liderança e gestão, palestrante, mentora, consultora organizacional, engenheira e escritora, Sônia Jordão, se trata apenas de inflexibilidade. “É essencial  considerar as diversidades na criação individual. O processo deve avaliar o âmbito financeiro e os decênios em que cresceram com suas experiências profissionais, moldando preferências e pensamentos”, explica.

Publicidade

Leia Também:

A observação permite identificar um padrão. Os profissionais mais velhos, por exemplo, tendem a valorizar a estabilidade profissional, hierarquia, as etapas do processo. O grupo tem maior dificuldade para separar o emprego e o tempo pessoal - pela criação que o valor pessoal está diretamente ligado à alta produtividade e ao esforço contínuo - e claro, presencial nas empresas, pois começaram a atuar sem a facilidade da internet. Neste caso, o respeito também é essencial em relação à pessoa e carreira. 

Já os jovens, cresceram em uma realidade com remuneração justa, flexibilidade de horários,  oportunidades reais de ascensão profissional e alinhamento com o propósito da empresa.  Eles esperam organizações menos rígidas e mantêm a preocupação em separar o momento profissional do pessoal, cuidar da saúde mental e qualidade de vida.

A análise deixa claro a ocorrência de embates em alguns momentos, demandas podem parecer mais urgentes para alguns que para outros, por exemplo, porém, a verdade é que podem aprender muito uns com os outros.

Para se ter uma ideia, os jovens cresceram com maior contato - desde pequenos - com computadores, celulares e internet, apresentando maior conhecimento e facilidade tecnológica. Em contrapartida, os mais seniores encontram dificuldade e rigidez em compreender o processo virtual, contudo, apresentam sabedoria conquistada com muitos anos de esforço, algo que, muitas vezes, não é capaz de ser ensinado na faculdade e em cursos profissionalizantes.

A combinação de saberes garante à companhia, uma maior inovação com a troca contínua de experiências com programas de mentoria reversa. Os líderes têm diversas opções para lidar com tamanhas divergências. Sônia afirma que a empresa deve promover uma escuta ativa e canais abertos de comunicação entre equipes seniores e juniores, justamente para acelerar o aprendizado, evitar erros financeiramente custosos e reduzir a rotatividade de funcionários, situação que, normalmente, decorre da insatisfação com o cargo ou com a falta de atitude eficiente da administração.

Os dirigentes também devem receber preparo especial. De nada adianta possuir um líder, se não está preparado para lidar com os problemas dentro de sua própria equipe - variados, não envolvendo, apenas, a diferença entre gerações. Para tal, o treinamento para mediar expectativas é necessário, para que possam intermediar conflitos e valorizar as competências únicas de cada faixa etária, garantindo assim, a satisfação e fidelização dos funcionários e, consequentemente, o sucesso da empresa.