As eleições 2026 marcarão um momento histórico para a política nacional com o registro recorde de candidaturas indígenas. Dados levantados pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) mostram que 191 pessoas se autodeclararam descendentes de povos originários perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O volume total representa menos de 1% entre os mais de 20 mil pedidos protocolados na Justiça Eleitoral. Apesar disso, a marca supera o pleito de 2022 e estabelece o maior patamar desde 2014, quando a coleta de dados sobre cor e raça tornou-se obrigatória.

Distribuição geográfica e etnias

Os concorrentes estão espalhados por 26 estados brasileiros e cobrem todos os biomas do país. A Amazônia Legal concentra a maior parte dos registros, reunindo 42% do total de nomes homologados.

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A diversidade também marca presença nas etnias representadas. Ao todo, 64 povos diferentes participam da disputa, com destaque para os Macuxi, de Roraima, e os Guarani Kaiowá, de Mato Grosso do Sul.

Avanço e representatividade feminina

Para a Apib, o crescimento contínuo reflete décadas de resistência e reivindicação por espaços de poder. A entidade destaca que o movimento busca influenciar diretamente os rumos políticos do país.

Embora tenha ocorrido uma leve oscilação no quantitativo total de mulheres, elas representam 44% dos nomes indígenas na disputa, superando proporcionalmente a média geral de candidaturas femininas no país.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil