Para ampliar o acesso à saúde mental em comunidades vulneráveis, a Fundação Tide Setúbal abriu a terceira edição do Edital Territórios Clínicos no estado de São Paulo. A iniciativa vai selecionar dez organizações periféricas com inscrições abertas até 31 de agosto de 2026.

O programa conta com um investimento total de R$ 2 milhões, destinando R$ 200 mil para cada coletivo contemplado. Além do incentivo financeiro, as entidades escolhidas receberão acompanhamento técnico e capacitação institucional ao longo de três anos para fortalecer suas ações.

Quem pode participar e processo seletivo

Podem se inscrever grupos com ou sem CNPJ que atuem no estado de São Paulo. Os projetos devem ser voltados ao atendimento psicológico ou psicanalítico, formação profissional ou produção de conhecimento na área. O cadastro é realizado exclusivamente pela plataforma oficial do edital.

Publicidade

Leia Também:

A seleção será dividida em três fases: análise documental e dos planos de ação, entrevistas e avaliação por um comitê especialista. O resultado final será divulgado em dezembro de 2026, com o início das atividades previsto para 2027.

Complemento à rede pública de saúde

Segundo Fernanda Almeida, coordenadora do programa na fundação, a ação busca colaborar diretamente com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com a Rede de Atenção Psicossocial. A gestora ressalta que a rede pública enfrenta desafios complexos e necessita de apoio suplementar nos territórios periféricos.

Fernanda aponta que as respostas mais potentes para a área nascem dos próprios territórios, que compreendem os sofrimentos causados pela desigualdade, violência e precarização do trabalho. Fortalecer essas iniciativas locais é fundamental para o futuro das políticas públicas.

Desde sua criação em 2021, o edital já destinou R$ 2,2 milhões a 17 organizações. O projeto ganha urgência diante de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam mais de 1 bilhão de pessoas com transtornos mentais no mundo, e do crescimento de 68% nas licenças por ansiedade e depressão no Brasil em 2024.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil