Segundo o ditado popular, as palavras têm poder e isso é verdade. A junção de vocábulos molda a realidade, de maneira positiva ou negativa, influenciando diretamente as emoções, Entretanto, a escrita é muito mais poderosa do que se imagina, pois é capaz de promover a inclusão e mudar profundamente o cotidiano.
A inclusão integra grupos, considerados marginalizados, devido à raça, gênero, classe social ou até mesmo, a um tipo de deficiência, física ou intelectual. Assim, o processo visa proporcionar meios para garantir oportunidades iguais, acessibilidade e, claro, respeito, eliminando tradicionais barreiras que podem ser vistas como segregadoras.
Para a poeta, filósofa e advogada, Beth Guedes, o processo é essencial por reconhecer a dignidade e o valor individual, exatamente como é, assegurando o pertencimento social. De acordo com a psicologia, esse sentimento contribui para a qualidade da saúde mental, enquanto na literatura, permite que vozes e histórias sejam ampliadas, fornecendo diferentes perspectivas enriquecedoras da construção coletiva sobre o que faz sentido na vida.
Ao pensar sobre a poesia em específico, o gênero transmite sentimento e leveza, dialogando sensibilidade e empatia na linguagem universal. O poema possibilita a inclusão de minorias e também das maiorias, no contexto artístico e cultural.
Desta forma, ao pensar na escrita e na soberania da palavra, é inevitável refletir como a mesma pode ser considerada uma poderosa ferramenta. Os versos são capazes de expor os sentimentos mais profundos e secretos dos humanos, sobretudo, aqueles esquecidos e, até mesmo, menosprezados por parte da população, apenas por serem diferentes do considerado “padrão”.
Beth afirma que os projetos culturais permitem que as pessoas, historicamente silenciadas, consigam ser vistas e ouvidas, criando identificação, diálogo social e vínculo entre indivíduos. “A situação ainda propicia abrir os olhos daqueles que vivem uma realidade considerada normal aos verdadeiros obstáculos vividos por uma parte da sociedade”, explica.
A verdade é que, felizmente, a arte abraça diferentes corpos e vivências, favorece a autoestima, a expressão emocional, socialização, desenvolve a comunicação, criatividade e promove sentimento de pertencimento, fazendo com que aqueles, anteriormente abandonados, compreendam que não devem ter suas vidas limitadas por serem diferentes.
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