Um teste recente conduzido pela Anistia Internacional Brasil revelou falhas graves do Facebook em barrar conteúdos com desinformação eleitoral. A análise foi divulgada nesta terça-feira (25) pela organização não governamental, a poucos dias do primeiro turno das eleições.

De acordo com o levantamento, mais da metade das publicações com teor antidemocrático teve a programação aceita pela rede social da empresa Meta. Os materiais não chegaram a ser veiculados publicamente pelos ativistas.

A ONG submeteu 15 anúncios pagos redigidos em português e direcionados ao público brasileiro. Desses, 14 continham conteúdos falsos voltados a desestabilizar a confiança no pleito, enquanto apenas um era neutro.

Publicidade

Leia Também:

Estratégias de manipulação

Os materiais falsos utilizaram táticas como deslegitimação do sistema de votação e construção de inimigos institucionais. O Tribunal Superior Eleitoral já esclareceu repetidas vezes que tais premissas são inverídicas.

Para a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, a falta de detecção pelo sistema de moderação da Meta é alarmante. A ONG ressalta que a empresa continua lucrando com o ecossistema publicitário.

Posicionamento da Meta

Procurada, a Meta afirmou que o estudo se baseou em uma amostra restrita de anúncios que nunca foram publicados. A big tech destacou que investe recursos expressivos para proteger as eleições no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil