O governo anunciou o Sistema Nacional de Educação (SNE) para implementar um ensino mais igualitário e adequado no país. A proposta apresenta uma ideia similar ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), unificando e organizando o segmento.
Os interesses são bastante extensos com o SNE, porém, é possível explicar, objetivamente, o foco em universalizar o acesso à educação básica e garantir um padrão de qualidade, assim como uma infraestrutura física, tecnológica e de pessoal em todas as escolas públicas brasileiras.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, em 2024, existiam 9,1 milhões de analfabetos, representando 5,3% da população com 15 anos ou mais. O índice é considerado o mais baixo da história, contudo, ainda há muito a melhorar, sobretudo em regiões com maiores índices, como Nordeste, onde estão 55% dos analfabetos. As políticas precisam reverter os fatores causadores dessa discrepância com soluções adequadas. Vale recordar que a pandemia também afetou esses resultados, ainda mais entre as crianças, atrasando o avanço de centenas delas, uma das grandes dificuldades enfrentadas no Brasil.
Para a PHD em neurociências, psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, a extensão territorial e as desigualdades de oportunidades educacionais também devem ser trabalhadas para a equidade. O governo precisa garantir o acesso geral dos estudantes a recursos para atingir seu máximo potencial, considerando as especificidades e promovendo justiça.
É fundamental as propostas avaliarem as desigualdades sociais, os transtornos mentais e as condições específicas da educação entre indígenas e quilombolas. “Afinal, deve-se ter foco em preservar e valorizar as culturas, línguas e tradições, fortalecendo as identidades étnicas”, afirma Ângela.
A sala de aula requer mudanças e um novo sistema ainda terá de focar em contribuir para a atuação dos professores, tornando a jornada mais tranquila. A classe ainda é muito desvalorizada e luta há anos para maior respeito e atendimento às suas demandas.
Um país é construído com educação, claro, de qualidade e proporcionando melhores oportunidades para transformar a vida de milhares de jovens e, consequentemente, da nação. O conhecimento é pilar fundamental para um desenvolvimento social e econômico.
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