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Quarta-feira, 08 de Abril 2026

Notícias/Saúde

Memorial da pandemia no Rio de Janeiro presta homenagem às vítimas da covid-19

Ministério da Saúde divulga ainda um guia sobre as sequelas persistentes da enfermidade

Memorial da pandemia no Rio de Janeiro presta homenagem às vítimas da covid-19
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Nesta terça-feira (7), o Ministério da Saúde inaugurou o Memorial da Pandemia, situado no Rio de Janeiro, com o propósito de honrar a memória das mais de 700 mil pessoas que perderam a vida para a covid-19 em território nacional.

Este local de recordação encontra-se no prédio do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), que reabriu suas portas após um período de quase quatro anos de reformas e um aporte financeiro de aproximadamente R$ 15 milhões.

Dois elementos visuais se destacaram na inauguração. Um deles é composto por pilastras equipadas com letreiros digitais, exibindo os nomes dos falecidos pela doença, junto com suas idades e cidades de residência. A segunda instalação, confeccionada em alumínio naval, representa quatro silhuetas humanas de mãos dadas, simbolizando a solidariedade da sociedade na luta contra a pandemia.

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Durante o evento, foi igualmente apresentado o Memorial Digital da Pandemia, uma plataforma online criada em colaboração com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

O material reunido servirá de base para uma exposição itinerante, que percorrerá seis capitais brasileiras entre maio e janeiro de 2027, começando por Brasília e finalizando no Rio de Janeiro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou: “O Brasil enfrentou uma crise sanitária e uma falha na responsabilidade pública ao longo da pandemia. O negacionismo resultou em perdas de vidas. A ciência comprovou que muitas das mortes poderiam ter sido prevenidas caso tivéssemos aderido às evidências científicas, promovido a vacinação e salvaguardado a população.”

Ele concluiu, ressaltando que “manter viva essa memória é crucial para que o Brasil jamais cometa tal erro novamente e para que a valorização da ciência e da vida permaneçam como princípios inegociáveis na gestão da saúde pública.”

Para junho, está programada a exibição “Vida Reinventada” no CCMS, sob a curadoria da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade. O objetivo é apresentar uma análise das reações sociais à pandemia, conectando memória, ciência, arte e justiça.

Guia de pós-covid

Adicionalmente, o Ministério da Saúde, em colaboração com a Fiocruz, disponibilizou o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid para o Sistema Único de Saúde (SUS). Este material oferece diretrizes para a identificação, diagnóstico e tratamento das sequelas duradouras da doença, popularmente denominadas pós-covid.

O guia atualiza e substitui normativas prévias, estabelecendo-se como a referência singular no SUS. Ele detalha as manifestações clínicas que podem se manifestar a partir da quarta semana após a infecção, inclusive em situações de casos leves ou assintomáticos.

O documento também inclui informações sobre complicações que afetam diversos sistemas do corpo, como o cardiovascular, respiratório, neurológico e a saúde mental. Apresenta ainda protocolos de diagnóstico, sugestões terapêuticas e o fluxo de atendimento na Rede de Atenção à Saúde, com foco especial em populações vulneráveis.

As ações apresentadas nesta terça-feira foram bem recebidas por entidades como a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico).

Paola Falceta, assistente social e cofundadora da Avico, compartilhou sua experiência pessoal, tendo perdido sua mãe, de 81 anos, no início da pandemia, após ela ser infectada por covid-19 em um hospital, logo após uma cirurgia cardíaca.

Paola esclareceu: “Tanto o memorial quanto o guia de manejo da covid-19 representam reivindicações da nossa associação, em parceria com outras instituições. Essas demandas tiveram início judicialmente durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e foram continuadas por meio do diálogo com o governo atual.”

Ela finalizou, enfatizando que “alguns indivíduos impactados pela doença preferem não abordar mais o assunto, devido à dor que ele provoca. Contudo, é imperativo que não negligenciemos essa reflexão. Trata-se de uma questão de memória, justiça, verdade e de um esforço contínuo para que a gestão irresponsável do Estado diante de uma emergência de saúde pública não se repita.”

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil
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