Só em 2021 este foi o sexto reajuste da a gasolina, e o quinto do diesel, refletindo um salto de 52% e 42% respectivamente, na comparação com o ano passado, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Em alguns estados, já é possível encontrar a gasolina acima dos R$ 6,00 nos postos.
Alta histórica
De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), publicado na terça-feira (9), o preço médio da gasolina nos mais de 19 mil postos cadastrados pelo Brasil é de R$ 5,569. Já o valor médio do diesel é R$ 4,337.
“Em 20 Estados, o preço do combustível ultrapassou a marca de R $5,00, não registrada nas médias nacionais desde o início da série histórica do IPTL, em 2011. Em janeiro, apenas três Estados registraram valores acima desta faixa. Um avanço que está relacionado aos anúncios de aumento dos preços feitos pela Petrobras no período, que por sua vez segue uma política baseada no mercado internacional do petróleo”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.
O que justifica esse aumento?
O petróleo, que no início da pandemia do novo coronavírus chegou a custar US$ 30 (R$ 169,63) o barril, hoje está em US$ 68,13 (R$ 385,23), um avanço de 126%. A disparada no preço da commodity fez com que a estatal precisasse corrigir seus preços recorrentemente, devido à política de Paridade de Importação (PPI), adotada pela Petrobras em 2016, que prevê reajustes no Brasil à medida que a cotação sobe no mercado internacional.