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Investigações da Polícia Federal (PF) tornadas públicas pelo STF apontam que o senador Flávio Bolsonaro cobrou repasses do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinados ao filme Dark Horse. A obra é uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e teria recebido solicitações de até R$ 131 milhões.

Segundo os relatórios policiais, cerca de R$ 60 milhões já teriam sido repassados para a produção. As apurações também analisam a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro na articulação financeira do projeto, além de intermediários como o publicitário Thiago Miranda.

Encontros presenciais e mensagens de cobrança

O material apreendido indica diálogos diretos entre o parlamentar e o banqueiro em agosto de 2025. Registros sugerem que reuniões presenciais foram agendadas entre as partes. Em setembro do mesmo ano, Flávio enviou áudios demonstrando apreensão com atrasos no cronograma financeiro.

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Nas mensagens, o senador externou temor de que a falta de pagamentos gerasse prejuízos à imagem da produção. Ele citou nominalmente o risco de "dar calote" em atores norte-americanos de renome internacional contratados para o elenco, como Jim Caviezel.

Pouco antes de ser deflagrada a Operação Compliance Zero, Flávio manteve contato com Vorcaro reforçando a aliança entre ambos e solicitando orientação sobre o andamento dos repasses.

Remessas para o exterior e desdobramentos

A PF investiga a transferência de ao menos US$ 12,33 milhões da empresa Entre Investimentos para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos. O fundo era gerido por Paulo Calixto, apontado como interlocutor de Eduardo Bolsonaro.

Trocas de mensagens de março de 2025 mostram Eduardo orientando sobre a conveniência de dispor de capital diretamente em solo americano para evitar entraves burocráticos e demora nas transferências internacionais.

As autoridades solicitaram dados fiscais e bancários da produtora Go Up Entertainment LLC. Contudo, representantes da empresa defenderam que o envio de informações dos EUA deve seguir os trâmites oficiais de cooperação internacional. Tanto Flávio quanto Eduardo Bolsonaro negam qualquer irregularidade.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil