Professores das Escolinhas de Esportes, da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, participaram da palestra “Morada do Sol e não do racismo”, nesta segunda-feira (4), no auditório da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, na região central de Araraquara.
A palestrante Alessandra Laurindo, coordenadora de Políticas Étnico-Raciais, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Participação Popular, abordou o histórico das pessoas escravizadas no Brasil Colônia, a trajetória pós-abolição e os movimentos atuais, inclusive a campanha Vidas Negras Importam.
Ao final da palestra, Alessandra Laurindo citou o caso do técnico Robinson Santos, do handebol feminino da Fundesport Araraquara, que foi vítima em setembro deste ano de atos racistas e homofóbicos, durante o Campeonato Brasileiro Júnior Feminino, por árbitros do evento.
“Imediatamente comunicamos ao Ministério Público e à Confederação Brasileira de Handebol contra o ato, que deve ser combatido em todos os órgãos oficiais do esporte e no judiciário para as devidas punições”, ressaltou a coordenadora.
Para o gerente Júlio Cezar Invenzioni Alexandre, das Escolinhas de Esportes, o tema foi oportuno e os professores mostraram interesse e solidariedade com as vítimas do racismo. “A disciplina, o respeito e o tratamento igual às crianças e aos jovens das Escolinhas é a nossa orientação e o conteúdo apresentado por Alessandra Laurindo vem ao encontro da nossa missão de educar e treinar a garotada”, disse Júlio Cezar.
Reciclagem
Segundo o técnico de futsal, Egídio Fernandes, a capacitação foi uma reciclagem muito importante da História do Brasil e uma visão aberta do momento atual do País. “Nós atuamos em praticamente todos os bairros da cidade, com os jovens em diversas faixas etárias. Retomamos a História para orientar nossos alunos e evitar o que está acontecendo em várias modalidades, como na ginástica e no futebol”, opinou.
Roni de Almeida, técnico de futebol e futsal, destacou a importância da palestra para ampliar a comunicação com os alunos das Escolinhas. “Uma abordagem gratificante. Nossa região usa muito a linguagem coloquial, a qual devemos evitar com os alunos e pais, que sem intenção alguma, uma palavra mal colocada pode comprometer todo o trabalho”, resumiu Roni, ao elogiar a iniciativa da palestra.
