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Um levantamento divulgado pelo Unicef nesta quinta-feira (24) revelou que muitas famílias ainda enxergam a palmada como um método legítimo de disciplina, em vez de reconhecê-la como uma forma de violência contra crianças na primeira infância.

A pesquisa ouviu moradores em regiões de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, em Recife e em Manaus. Os dados apontam que o ato de bater é frequentemente justificado pelos responsáveis como uma tentativa de colocar os filhos na linha.

Olhar distorcido sobre a criação

De acordo com a pesquisadora Luiza Teixeira, especialista de proteção à criança, as famílias sequer consideram o tapa ou a chinelada como agressão física.

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Existe uma distinção clara na mente desses cuidadores entre a palmada educativa e o espancamento real, o que dificulta o combate a essa prática cotidiana.

Legislação e desafios

A Lei Menino Bernardo, conhecida como a lei da palmada, completou 12 anos. No entanto, o estudo demonstra que a norma ainda é pouco compreendida.

Para especialistas, a criação continua sendo tratada como um assunto estritamente privado, o que silencia a sociedade e impede intervenções precoces.

Como lidar com conflitos

Especialistas em educação e psicologia infantil destacam que o cérebro das crianças pequenas ainda está em desenvolvimento.

Dessa forma, momentos de birra exigem regulação emocional dos adultos, acolhimento e limites claros, substituindo qualquer tipo de punição física por diálogo construtivo.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil