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Domingo, 15 de Março 2026

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7 ENTRE 10 PORTADORES DE DIABETES NÃO FAZEM EXAMES OCULARES COM FREQUÊNCIA, ELEVANDO RISCO DE RETINOPATIA E CEGUEIRA

O alerta também vale para quem tem diabetes, tratando-o ou não, com insulina

7 ENTRE 10 PORTADORES DE DIABETES NÃO FAZEM EXAMES OCULARES COM FREQUÊNCIA, ELEVANDO  RISCO DE RETINOPATIA E CEGUEIRA
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O diabetes é uma doença com uma série de problemas para a saúde, causando condições como a retinopatia diabética, que segundo o Ministério da Saúde, atinge até 39% dos portadores. A estimativa da entidade é que pessoas com  diabetes tipo 1 apresentem risco de retinopatia proliferativa maior a partir dos 20 anos - e que 90% deles terão algum grau da mesma, seja mais fraco ou avançado - enquanto no tipo 2, é observado um edema na mácula - a região central da retina - que atinge até 25% dos pacientes, após 15 anos de diagnóstico.

Os portadores de diabetes sabem da retinopatia diabética e seus riscos, mas não mantém o hábito de um acompanhamento oftalmológico. Estudos nacionais e internacionais já apontaram que 7 entre cada 10 pessoas com a condição não fazem exames regularmente, se aproximando da cegueira, que pode ser completamente evitável por meio de análises rotineiras. 

Segundo a diretora e oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, a patologia é conhecida pelas alterações dos vasos sanguíneos nos olhos, deixando-os mais estreitos e a retina sem oxigênio e sangue suficientes para manter o adequado funcionamento na formação da visão.

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A retinopatia decorre do descontrole do diabetes, que ao longo do tempo, afeta os vasos sanguíneos, deixando-os mais frágeis. “O alerta também vale para quem tem diabetes, tratando-o ou não, com insulina”, explica.

À medida que o diabetes evolui, é possível notar  os primeiros sintomas,  envolvendo visão embaçada, turva ou dupla, a percepção de luzes piscando, halos ao redor das luzes, pontos em branco, escuros ou flutuantes no campo de visão, manchas escuras, dificuldade para perceber cores, vermelhidão ocular, pressão e dor, que quando não tratados, levam à cegueira.

O reconhecimento é bastante simples, sendo feito com exame de fundo de olho (fundoscopia) e outros, como a tomografia de coerência óptica e a  angiofluoresceinografia. Juliana ressalta que o tratamento começa pelo controle do açúcar no sangue e as injeções intravítreas, cirurgias ou tratamentos a laser são algumas opções.

Uma pesquisa publicada pela Revista Oftalmológica Brasileira mostrou que 80% dos participantes, pertencentes ao Programa de Saúde da Família (PSF), não conheciam os exames necessários para diagnóstico e 65% deles nunca foram submetidos a uma fundoscopia, considerado o básico para diagnosticar a doença de maneira precoce.

A consulta periódica com o oftalmologista é necessária, sobretudo, porque as doenças não possuem cura e apenas cuidados e hábitos de vida saudáveis permitem o controle das condições.

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