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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Notícias/Política

Altas habilidades e superdotação são temas de encontro na Câmara Municipal

Iniciativa da vereadora Fabi Virgílio (PT) é parte das atividades do Calendário Oficial de Eventos de Araraquara

Altas habilidades e superdotação são temas de encontro na Câmara Municipal
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Em comemoração ao “Dia Municipal das Pessoas com Altas Habilidades ou Superdotação – AH/SD”, celebrado em 10 de agosto, a Câmara Municipal promoveu na sexta-feira (18), o encontro de formação com o tema “Como identificar altas habilidades e superdotação e como agir?”, organizado pela vereadora Fabi Virgílio (PT) e apresentado por Danitiele Calazans, mestre e doutora em Educação Especial.

O evento, que contou com a participação de diversos profissionais da área de educação, trouxe ao público as dificuldades que o atual sistema de ensino tem para identificar o aluno com altas habilidades e superdotação. De acordo com a pesquisadora, isso pode ser explicado pela ausência de pesquisas e pessoal especializado no assunto, falta de materiais adequados e técnicas mais modernas de reconhecimento desses casos no Brasil.

A palestrante fez questão de lembrar que, desde a década de 1960, a legislação brasileira prevê que os alunos com altas habilidades e superdotação tenham direito a ter professores com formação acadêmica adequada e capacitados a oferecer atendimento escolar especializado. Porém, na maioria das vezes, esse tipo de ensino diferenciado costuma ser prioridade apenas para crianças portadoras de deficiências.

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Segundo Danitiele, existe uma necessidade de se reconhecer esses casos na rede de ensino por meio do Censo Escolar, o que ainda não é possível pela dificuldade de comprovação. “Essas condições não são enfermidades ou deficiências, nem aparecem em laudos médicos, por não fazerem parte da Classificação Internacional de Deficiências [CID-10] nem do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais [DSM-5]”, afirma.

Ela também entende que o sistema de ensino atual pode acabar se tornando um ambiente propício ao desperdício de talentos, já que não está preparado para atender essas demandas específicas e permite que os alunos saiam da escola achando que seu potencial é, na verdade, um defeito.

“É importante sensibilizar os professores que estão na sala de aula para identificarem e garantirem o atendimento a esses estudantes, devido à urgência do tema que deseja dar vozes para pessoas tratadas como invisíveis”, considera.

Para Fabi, “dar visibilidade, promover formação aos profissionais que estão na ponta é parte da agenda que a lei propõe”. “Pouco falamos e sabemos sobre superdotação e altas habilidades, portanto, a tarde de hoje impulsiona essa pauta tão necessária para projetar pontecialidades”, conclui.

FABI VIRGÍLIO

Publicado por:

FABI VIRGÍLIO

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