Os casos de acidente vascular cerebral (AVC) estão cada vez mais comuns em jovens, acendendo o alerta sobre as causas fora da faixa etária mais atingida que está entre idosos. A ocorrência mais recente envolve a atriz e modelo Daniella London, 32 anos, que usou a situação para conscientizar seus seguidores nas redes sociais.
O cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva,recorda que apenas em 2024, mais de 62 mil brasileiros faleceram devido ao AVC e milhares de outros seguem com sequelas. A estimativa é que até metade dos atingidos faleça e o restante dos sobreviventes sofrerá com limitações.
Daniela definiu o período como o mais assustador de sua vida e que já estava sentindo alguns sintomas da condição. Há algumas semanas, observava alterações, como uma evidente dificuldade de orientação e fotofobia intensa, situação agravada na madrugada da ocorrência.
As causas do AVC dela ainda estão sendo investigadas, mas é possível pontuar algumas das possíveis origens, influenciadas pelo comportamento da sociedade atual, com o estresse, sedentarismo, má alimentação, uso de drogas e hormônios.
O colesterol alterado, por exemplo, forma placas de gordura nas veias - ou a existência de um trombo, culminando em um AVC, através do bloqueio do fluxo sanguíneo (caráter isquêmico) ou rompimento do vaso (hemorrágico) com o aumento da pressão.
Vale recordar, que o colesterol surge com o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura - como ultraprocessados e de origem animal - e a falta de atividade física. Josualdo afirma que a condição também tem caráter genético.
Já a trombose, ocorre pela predisposição, obesidade, sedentarismo, tabagismo, idade avançada, doenças crônicas, gravidez, uso de hormônios e longos períodos de imobilidade, como por exemplo, devido a cirurgias.
Reconhecer os sinais permite agir de maneira preventiva, evitando sequelas. “A sensação de fraqueza de um lado do corpo, a perda de equilíbrio, dormência, tontura, dificuldade para falar ou interpretar, dor de cabeça intensa, confusão e alterações na visão são sinais de alerta, sobretudo, quando combinados”, alerta o especialista.
Daniela contou que passa por um processo de recuperação positivo, após ter lidado com uma significativa perda nos movimentos que afetaram, até mesmo, a capacidade de escovar os dentes e andar, porém, ainda há um longo processo de tratamento.
A consulta com um cirurgião vascular é essencial, principalmente, quando se tem alguns dos outros fatores de risco - como a idade avançada, hipertensão, arritmia, diabetes, obesidade, tabagismo e alcoolismo. O tratamento é recomendado conforme a necessidade de cada caso, incluindo medicamentos, cirurgias e mudanças de hábitos.
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