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Domingo, 07 de Junho 2026
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CASA DE ACOLHIMENTO LGBTQIAP+ EM BH DEVOLVE DIGNIDADE E É EXEMPLO A SER SEGUIDO NO BRASIL

A casa deve ser um ambiente seguro para quem passa por uma situação de vulnerabilidade

CASA DE ACOLHIMENTO LGBTQIAP+ EM BH DEVOLVE DIGNIDADE E É EXEMPLO A SER SEGUIDO NO BRASIL
Pexels, Markus Spiske
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O número de pessoas que se consideram dentro da comunidade LGBTQIAP+ é cada vez maior, evidenciando uma necessidade de criação de políticas públicas para amparo daqueles que passam por dificuldades, principalmente, em decorrência do preconceito social. Belo Horizonte já possuía um Centro de Referência LGBT para acolhimento e promoção dos direitos humanos e, agora, tem a Casa de Acolhimento LGBT, um projeto inédito no Brasil.

A iniciativa permite que pessoas, a partir dos 18 anos, sejam recebidas e atendidas em casos considerados de risco, como nas situações em que a família não aceita a orientação sexual e expulsa o filho ou filha.  O perigo também pode ser de âmbito pessoal ou social, ou seja, quando os direitos estão violados e-ou necessitam de atendimento especializado.

A casa deve ser um ambiente seguro para quem passa por uma situação de vulnerabilidade, sendo essencial em um país, cujos membros da comunidade LGBTQIAP+ ainda precisam lidar, diariamente, com discriminações de familiares e estranhos, além dos riscos envolvendo a própria vida. 

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O Brasil é considerado um dos países em que mais se mata  quem ama iguais no mundo. A verdade é que, mesmo criminalizando o preconceito e permitindo o casamento e adoção de membros da comunidade, o país ainda lidera esse ranking.

Um levantamento de dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), em parceria com a Aliança Nacional LGBTI+, apontou pelo menos 300 óbitos,  sendo 276 deles em homicídios e 24 por suicídio, apresentando um aumento considerável de 8%, em relação a 2020. Os problemas ocorrem, notadamente, nas regiões  Nordeste com 35% e Sudeste, com 33%.

O GGB divulgou um novo levantamento, em junho de 2022, registrando que, apenas em seis meses,  ocorreram 135 falecimentos no Brasil, sendo considerado um número alto, mas mostrando uma queda de 20%, quando comparado a 2021.

A questão dos suicídios também é um tema recorrente e que precisa ser abordado, considerando o alto risco pelo medo de enfrentar e contar para a família, não sabendo como será a reação, mas também, não desejando esconder quem realmente são. Os adolescentes e adultos membros da comunidade têm seis vezes mais chance de pensarem em suicídio, sendo a 3° maior causa de morte, entre pessoas entre 15 e 35 anos.

A nova casa de acolhimento na capital é essencial e deveria ser um exemplo para outras capitais e grandes cidades brasileiras. Afinal, se faz necessário apoiar as pessoas que estão nas ruas e sem oportunidade para conquistar sua independência, pelo medo de se assumirem ou por não saberem quais são seus direitos. Também vale destacar que o acolhimento pode ser prestado de diversas formas, inclusive, salvando vidas e resgatando a dignidade daqueles que mais precisam de ajuda.

*** Kleber Santos, escritor do livro “Entre muros e morros” e referência em assuntos LGBTQIAP+

Multi Comunicar

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