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Terça-feira, 12 de Maio 2026
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Quando o problema da pele não está na pele

Dermatologia integrativa considera inflamação, hormônios e nutrição para melhorar resposta aos procedimentos e desacelerar o envelhecimento cutâneo

Quando o problema da pele não está na pele
Crédito: Matheus Campos
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Durante décadas, os tratamentos dermatológicos se concentraram majoritariamente no que é visível: manchas, rugas, flacidez. No entanto, uma abordagem mais ampla começa a ganhar espaço ao propor que a saúde da pele está diretamente ligada ao funcionamento do organismo como um todo. É o que defende a dermatologia integrativa, conceito que parte do princípio de que não é possível tratar a pele de forma isolada. 

“A pele é o maior órgão do corpo humano e reflete o que acontece internamente. Quando falamos em tratar de dentro para fora, estamos falando em atuar sobre fatores como inflamação, estresse oxidativo, alterações hormonais, metabólicas e nutricionais”, explica a médica dermatologista Dra. Mônica Felici. 

Segundo a especialista, limitar o tratamento ao aspecto externo pode comprometer os resultados ao longo do tempo. “Sem o controle do ambiente interno, a pele até melhora, mas não sustenta. Hoje, não basta tratar, é preciso conduzir”, assegura. 

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O que está por trás das alterações na aparência 

Alterações metabólicas estão entre os principais fatores que impactam diretamente a qualidade da pele. Quadros como resistência à insulina, inflamação sistêmica e disfunções hepáticas tornam a pele mais sensível, reativa e menos responsiva aos tratamentos. Isso se traduz em envelhecimento acelerado, maior tendência a manchas e menor capacidade de regeneração. 

Os hormônios também exercem papel determinante nesse processo. “Na perimenopausa e na menopausa, a queda do estrogênio altera profundamente a estrutura da pele, que perde densidade, viço e capacidade de regeneração. Muitas mulheres percebem um envelhecimento mais rápido nesse período, mas não é apenas o tempo, é a mudança hormonal”, pontua. 

Além disso, deficiências nutricionais são frequentemente observadas em pacientes com queixas dermatológicas recorrentes. Baixos níveis de ferro, vitamina D e zinco, além de ingestão proteica inadequada, podem estar associados a queda de cabelo, pele opaca e dificuldade de resposta aos tratamentos.

Outro ponto central da dermatologia integrativa é o efeito que exercem o estresse oxidativo e a inflamação crônica. Esses fatores atuam de forma silenciosa, degradando o colágeno e comprometendo a estrutura da pele. “A inflamação mantém a pele em estado de alerta constante, o que reduz sua capacidade de regeneração. Envelhecer não é apenas uma questão de tempo, mas de como o organismo responde ao longo desse tempo”, frisa a médica. 

Na prática clínica, essa abordagem se traduz em uma avaliação mais ampla do paciente, que inclui histórico clínico, estilo de vida, fase hormonal e, quando necessário, exames laboratoriais. A partir disso, são definidos protocolos individualizados, que podem incluir tanto tratamentos dermatológicos quanto suporte nutricional e uso de fórmulas personalizadas. 

“Cada pele precisa de um plano. E esse plano deve considerar o organismo como um todo. Não se trata apenas de estética, mas de restaurar a capacidade da pele de funcionar melhor”, salienta.

Sinais 
Entre os sinais de que há desequilíbrios internos que merecem investigação estão queda de cabelo persistente, acne resistente, melasma recorrente, olheiras profundas, flacidez precoce e pele opaca. “A pele não piora por acaso. Ela responde ao ambiente interno”, reforça. 

Embora seja frequentemente associada a pacientes que não respondem bem aos tratamentos convencionais, a dermatologia integrativa pode beneficiar diferentes perfis, especialmente em um contexto em que fatores como estresse, alimentação inadequada e alterações hormonais são cada vez mais comuns. 

Para a especialista, mesmo quando o objetivo é estético, os melhores resultados dependem da saúde global do paciente. “Uma pele não responde da mesma forma quando o organismo está em desequilíbrio. Ajustar esses fatores é o que permite resultados mais consistentes e duradouros”, conclui. 

Sobre Mônica Felici 

Médica há mais de duas décadas, Dra. Mônica Felici reúne uma formação multidisciplinar que conecta Dermatologia, Medicina Estética, Cosmiatria, Nutrição e Endocrinologia Funcional, Medicina Ortomolecular, Terapia Neural e Medicina Quântica — com cursos e certificações no Brasil e no exterior. 

Professora na pós-graduação de Dermatologia Estética da Universidade São Leopoldo Mandic e coautora de um livro sobre práticas integrativas em saúde, ela alia técnica, ciência e propósito. 

Com uma visão que une estética e saúde, a especialista acredita que a verdadeira beleza nasce do equilíbrio e do respeito à individualidade. 

No Instituto Felici, cada protocolo é personalizado, combinando tecnologias avançadas, fórmulas manipuladas e nutracêuticos, para tratar a pele de forma integral, de dentro para fora. 

Com base em princípios como ética, verdade e naturalidade, a dermatologista conduz seus tratamentos com o mesmo rigor científico e delicadeza que marcam sua trajetória.

 

Informações:

https://dramonicafelici.com.br/

dramonicafelici
 

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