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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Notícias/Economia

Inflação oficial desacelera para 0,67% em abril, com pressão de alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma desaceleração em comparação com março, que havia atingido 0,88%.

Inflação oficial desacelera para 0,67% em abril, com pressão de alimentos
© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
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A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou uma desaceleração em abril, fechando o mês em 0,67%. Os dados, divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que a pressão veio principalmente dos alimentos, representando uma queda significativa frente aos 0,88% observados em março.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,39%, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo governo. Essa meta é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo, o que permite que o índice chegue a 4,5%.

Para contextualizar, o patamar de um ano encerrado em março era de 4,14%, enquanto em abril do ano anterior, o IPCA havia sido de 0,43%.

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O desempenho do IPCA em abril surpreendeu o mercado financeiro, vindo abaixo das expectativas. O relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) na última segunda-feira (11), projetava uma inflação de 0,69% para o período.

Comportamento dos grupos de produtos e serviços

A seguir, detalhamos o comportamento médio dos preços nos nove grupos de produtos e serviços que compõem a pesquisa do IBGE para o mês de abril:

  • Alimentação e bebidas: 1,34% (impacto de 0,29 p.p.)
  • Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,65% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 0,52% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,06% (0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,35% (0,04 p.p.)
  • Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,57% (0,03 p.p.)

O índice de difusão, que reflete a abrangência da inflação na economia, apresentou uma leve queda para 65% em abril, comparado aos 67% registrados em março. Este indicador é calculado a partir da coleta de preços de 377 produtos e serviços, denominados subitens, pelo IBGE.

Principais influências de alta no IPCA

Entre os diversos produtos e serviços pesquisados, alguns se destacaram como os maiores responsáveis pela pressão de alta na inflação de abril:

  • Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
  • Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
  • Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
  • Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
  • Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
  • Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
  • Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
  • Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
  • Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
  • Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

O IPCA tem como objetivo calcular o custo de vida para famílias brasileiras que possuem rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos.

A metodologia de coleta de preços abrange um amplo território nacional, incluindo dez regiões metropolitanas:

São elas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Adicionalmente, a pesquisa se estende a Brasília e às capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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