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Terça-feira, 12 de Maio 2026
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INPC acumulado em 12 meses atinge 4,11%, impactando correção de salários

O IBGE também divulgou que a inflação oficial, medida pelo IPCA, registrou 0,67% em abril.

INPC acumulado em 12 meses atinge 4,11%, impactando correção de salários
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (11) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), principal indexador para a correção de salários, acumulou inflação de 4,11% nos últimos 12 meses. Em abril, o INPC registrou alta de 0,81%, um dado crucial para o reajuste dos salários no país.

A principal força por trás dessa elevação em abril foi o segmento de alimentação e bebidas, que apresentou um aumento de 1,37%, contribuindo com 0,34 ponto percentual para o índice. Os demais grupos, categorizados como não alimentícios, registraram uma média de alta de 0,63%.

O impacto do INPC nos salários

Este índice tem um impacto direto na vida financeira de milhões de brasileiros, visto que seu acumulado ao longo de 12 meses é frequentemente empregado como base para o cálculo dos reajustes salariais de diversas categorias profissionais anualmente.

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Exemplos claros de sua aplicação incluem o salário mínimo, que utiliza o dado de novembro em sua formulação. Além disso, o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios de quem ganha acima do piso nacional são corrigidos com base no INPC acumulado até o mês de dezembro.

Paralelamente à divulgação do INPC, o IBGE também informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, encerrou abril com alta de 0,67%. Em um período de 12 meses, o IPCA acumulou 4,39%, mantendo-se dentro da meta governamental, que estabelece um limite de tolerância de até 4,5%.

Diferenças entre INPC e IPCA

A distinção fundamental entre o INPC e o IPCA reside na faixa de renda das famílias que cada um abrange. O INPC foca na inflação para domicílios com rendimentos de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA monitora os preços para lares com renda que varia de um a 40 salários mínimos.

O IBGE aplica ponderações distintas aos grupos de preços investigados em cada índice. No INPC, por exemplo, os produtos alimentícios correspondem a cerca de 25% do cálculo, uma porcentagem superior à do IPCA (aproximadamente 21%). Essa diferença reflete o fato de que famílias com menor poder aquisitivo destinam uma parcela maior de sua renda para alimentação. Consequentemente, itens como passagens aéreas têm um peso menor no INPC em comparação com o IPCA.

Conforme explica o próprio IBGE, a finalidade do INPC é “a correção do poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.

A metodologia de coleta de preços para o INPC abrange dez regiões metropolitanas, incluindo Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Além dessas, a pesquisa é estendida a cidades como Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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