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A recente proibição das bets decretada pelo Governo Federal por meio de Medida Provisória na última sexta-feira (25) pegou o futebol brasileiro de surpresa e gerou forte apreensão entre os clubes da Série A, que temem um grande prejuízo financeiro com o fim repentino dos contratos de patrocínio.
A determinação fixa um limite rigoroso para que a indústria esportiva se readequar. Clubes, federações e organizadores de torneios têm até às 23h59 do dia 5 de outubro para remover todas as peças publicitárias e marcas de casas de apostas. Com isso, pelo menos 14 equipes da elite do Campeonato Brasileiro terão que atuar sem os logotipos em seus uniformes logo após a Data Fifa.
Impactos financeiros milionários no Flamengo e Fluminense
Entre as agremiações mais afetadas, o Flamengo estima perdas expressivas. O clube carioca, que arrecada R$ 268,5 milhões por temporada com a Betano, calcula um impacto negativo entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões no próximo ano. Segundo o presidente Luiz Eduardo Baptista, a mudança drástica afeta também as modalidades olímpicas da instituição, que não possui um plano alternativo imediato.
Do mesmo modo, o Fluminense recebeu alertas sobre a rescisão do vínculo com a Superbet, firmado até 2029 por R$ 58 milhões anuais. O presidente tricolor, Mattheus Montenegro, apontou que o prejuízo no clube supera R$ 100 milhões, considerando também propriedades de campo e uniformes que já haviam sido fabricados com antecedência. São Paulo, Vasco e Palmeiras também foram notificados por suas parceiras.
Reorganização de torneios e peso do setor nas receitas
O cenário atinge diretamente a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), já que a Betano dá nome à Copa do Brasil e ao Brasileirão. A empresa informou que acompanha o caso com preocupação antes de definir seus próximos passos. Estimava-se que o investimento total das casas de apostas nos patrocínios máster da Série A alcançaria R$ 1,1 bilhão em 2026.
Apesar dos montantes expressivos, levantamentos orçamentários apontam que os acordos com as empresas do segmento representam, em média, cerca de 7% do faturamento das equipes de elite. No entanto, em casos específicos como Flamengo, Corinthians e São Paulo, essa fatia chega a superar 10% das receitas brutas previstas, tornando a readequação orçamentária um desafio crítico a curto prazo.
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