Diversas pessoas no mundo lidam com doenças desconhecidas, como a Neuropatia Óptica Hereditária de Leber (LHON), responsável pela perda repentina da visão. A doença é considerada rara e, por isso, deve ser evidenciada durante a semana de doenças raras.
A neuropatia foi descoberta no século passado, acometendo em média, uma pessoa a cada 50 mil no mundo, sendo mais frequente entre homens jovens, por volta dos 20 anos de idade.
A oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, explica que a patologia é completamente indolor, mas assusta pela maneira que se desenvolve, afinal, de uma hora para outra, a perda da visão central se inicia, evoluindo até restar apenas a visão periférica. Os sintomas começam com embaçamento, avançando para a formação de imagens menos nítidas e coloridas. Ambos os olhos são atingidos, mas, em alguns casos, apenas um dos olhos apresentará os primeiros sinais, porém, em até 8 semanas, o outro olho terá o primeiro sintoma.
A neuropatia tem origem hereditária sendo transmitida por um erro genético mitocondrial materno, fazendo com que as células do nervo óptico sejam danificadas ou morram.
A condição é diagnosticada com uma série de exames, apresentando um único método de tratamento, uma opção terapêutica aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), para casos considerados excepcionais. A atenção é essencial para evitar que atividades cotidianas, como ler e dirigir, sejam afetadas.
Juliana ainda alerta que, quem recebe o diagnóstico para LHON deve ter alguns cuidados, evitando o consumo de álcool e o hábito de fumar, assim como determinados tipos de antibióticos, conforme recomendações médicas.